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Como Santa Catarina se prepara para enfrentar o super El Niño?

O governo estadual destaca avanços em prevenção de desastres, como a operação de radares meteorológicos, estações de monitoramento e sistemas de alerta à população diante do aumento dos eventos climáticos extremos. (Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Governo de Santa Catarina)

Santa Catarina instituiu alerta climático para enfrentar um El Niño de forte intensidade. Com investimento recorde de R$ 1 bilhão, o estado utiliza satélite próprio e radares para monitoramento, embora a execução orçamentária de barragens estratégicas ainda enfrente desafios técnicos.

O que é o super El Niño esperado para este ano?

O El Niño é um fenômeno que aquece as águas do Oceano Pacífico e muda o clima em todo o mundo. Em 2026, ele é chamado de ‘super’ porque o aquecimento pode chegar a 3,2°C. Para o Sul do Brasil, isso geralmente significa chuvas muito mais fortes e frequentes, aumentando o risco de enchentes e deslizamentos de terra.

Quais tecnologias inéditas o estado está usando no monitoramento?

Santa Catarina é o único estado com uma antena própria para receber imagens diretas do satélite GOES-19. Esse sistema funciona como um ‘cérebro’ que processa dados de quatro radares meteorológicos e 172 estações hidrológicas. Essas informações são atualizadas a cada 15 segundos, permitindo que a Defesa Civil tome decisões rápidas e envie alertas precisos para a população.

Como funcionam os novos sistemas de alerta para a população?

Existem dois caminhos principais. O SMS tradicional, onde o morador cadastra seu CEP pelo número 40199, e o novo sistema Defesa Civil Alerta. Este último usa uma tecnologia que faz o aviso aparecer diretamente na tela de qualquer celular conectado às redes 4G ou 5G na área de risco, emitindo um sinal sonoro mesmo se o aparelho estiver no silencioso, sem precisar de cadastro prévio.

Qual é a situação das barragens no Alto Vale do Itajaí?

As barragens são fundamentais para segurar a água e evitar cheias nas cidades. Atualmente, a Barragem Sul (Ituporanga) teve a reforma concluída e a Barragem Norte (José Boiteux) está em obras. Já a Barragem Oeste (Taió) aguarda licitação. Apesar dos anúncios de R$ 94,7 milhões em investimentos, dados oficiais mostram que a execução financeira dessas obras físicas ainda é lenta devido à complexidade técnica.

O que muda com o decreto de alerta climático?

O decreto assinado pelo governo estadual permite uma mobilização antecipada antes mesmo dos desastres acontecerem. Ele facilita a convocação de comitês de crise, o reforço do monitoramento 24 horas e o posicionamento de equipes e equipamentos em regiões vulneráveis. A ideia é estar pronto para o pior cenário, agilizando a assistência humanitária e as ações de socorro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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