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Copa do Mundo 2026: os desafios da segurança dentro e fora dos estádios

Analisando o cenário geopolítico de forma bem ligeira, é possível afirmar que estamos em um momento diferenciado, se compararmos com as outras Copas do Mundo. Em 2026, a guerra, infelizmente, é um grande marco do nosso dia a dia, uma realidade que vem sendo acelerada pela velocidade das informações veiculadas nos meios jornalísticos e nas redes sociais, de forma quase instantânea.

Não bastasse o momento de guerra, temos os efeitos dela, que envolvem nosso cotidiano de forma direta, uma vez que esse conflito, em especial, impacta o preço do petróleo e todas as cadeias de produtos e derivados, em especial os combustíveis. E, no caso do Brasil, cujo modal predominante de transporte de mercadorias ocorre por meio de caminhões, o impacto é direto, apesar dos esforços do governo em tentar minimizar esse cenário.

Independentemente de quem venha a erguer a taça ao final da Copa do Mundo de 2026, uma grande vitória será a da paz e da cooperação entre os povos que o esporte proporciona, uma lição importante que alguns países precisam rever.

E ainda temos um momento também complexo nos Estados Unidos, em função das ações da Polícia de Imigração, com prisões e deportações forçadas de imigrantes considerados ilegais. Tudo isso somado a uma Copa do Mundo que será sediada em três países ao mesmo tempo: Estados Unidos, Canadá e México, de 11 de junho a 19 de julho, dando visibilidade para realidades muito distintas. Os EUA, como já relatamos, têm suas peculiaridades.

O México também enfrentou dificuldades recentes em termos de segurança pública, com uma onda de ataques de grupos narcotraficantes, em represália à prisão de “El Mencho”, uma liderança criminosa. Ao todo, foram registradas 73 mortes, incluídas as mortes de 25 membros da Guarda Nacional. No Canadá, há uma realidade bem diferenciada também. Embora existam os atritos ocorridos com os Estados Unidos, em termos de segurança o país tem um histórico de baixa criminalidade, figurando entre os países mais seguros do mundo atualmente.

Diante de realidades tão diferenciadas e em função da grande circulação de turistas entre os três países que irão sediar a Copa do Mundo de 2026, é esperado um grande aparato de segurança. Desde a conferência de passaportes nos aeroportos, a segurança estará presente nas principais vias de circulação, na rede hoteleira e em pontos turísticos também, pois muitos vão tentar aproveitar ao máximo essa viagem. E, por óbvio, ainda mais nos estádios de futebol, que receberão turistas de todo o mundo, além das populações locais.

Há ainda um componente a mais e, talvez, algo que surpreenderá os mais desavisados: o terrorismo, algo um tanto distante da realidade brasileira, mas que está presente nos Estados Unidos e no México. Dessa forma, as tratativas das forças de segurança serão ampliadas em razão da guerra, que ainda segue em andamento, entre EUA e Israel contra o Irã, além do conflito mais distante entre Rússia, que foi banida das competições oficiais da FIFA, e Ucrânia.

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Esperamos que não, mas a Copa do Mundo de 2026 pode se refletir em ataques terroristas, tanto internos (também conhecidos como domésticos, que cresceram de forma exponencial entre os anos de 2013 e 2021) quanto externos, muito em função da grande vitrine mundial que será a Copa do Mundo.

Dessa forma, é muito provável que o “clima da Copa do Mundo” siga de forma tensionada em função dos vários fatores que, de forma repentina, podem repercutir no evento como um todo. Assim, a Copa do Mundo de 2026, apesar de todos os preparativos e apelos midiáticos, dependerá do cumprimento de todos os protocolos de segurança para todos os envolvidos, de forma direta e indireta, nos países que sediarão essa edição. E, independentemente de quem venha a erguer a taça ao final da Copa do Mundo de 2026, uma grande vitória será a da paz e da cooperação entre os povos que o esporte proporciona, uma lição importante que alguns países precisam rever.

Gerson Luiz Buczenko é bacharel em Segurança Pública, tem licenciatura em História e Pedagogia, é especialista em História Cultural e Administração Policial Militar, com mestrado e doutorado em Educação. É professor na Uninter e coordenador dos cursos CST em Segurança Pública, Gestão de Trânsito e Mobilidade Urbana e Investigação Profissional.

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