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Por que o filme Dark Horse preocupa tanto o PT?

Cena do trailer do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: reprodução/X @paulofigueiredo08)

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Estou impressionado com a movimentação do PT e com a importância que o partido está atribuindo ao filme Dark Horse. Isso chama atenção, especialmente porque o cinema, que já foi a principal fonte de entretenimento audiovisual, desde os tempos do cinema mudo, vem perdendo espaço ao longo dos anos. Ainda assim, parece provocar receio.

Esse receio é visível a ponto de buscarem o Supremo e o TSE para investigar a origem dos recursos que financiaram o filme. No entanto, trata-se de uma relação entre particulares: a produtora e o investidor, no caso, Vorcaro, que firmaram contrato com expectativa de retorno via bilheteria, como, aliás, deveria ser regra.

Em contraste, temos o modelo da Lei Rouanet, que utiliza recursos públicos. Em tese, esses recursos deveriam incentivar orquestras do interior, grupos teatrais emergentes e companhias de balé em formação. Na prática, porém, quem frequentemente se beneficia são artistas consagrados, que cobram ingressos caros e não dependem desse tipo de incentivo. São celebridades que já têm mercado consolidado.

Aproveito para levantar essa questão: tudo isso sai do bolso do contribuinte. E, ainda assim, há contestação até sobre a entrada no Brasil do ator principal e do diretor do filme. Questiona-se até a situação migratória deles. É um nível de tensão que revela certo desespero.

Curiosamente, pesquisas recentes voltam a indicar Lula à frente de Flávio, especialmente após a divulgação de mensagens encontradas no celular de Vorcaro, nas quais Flávio cobrava o pagamento de valores devidos, conforme contrato. Esse documento, aliás, poderia ter sido tornado público à época em que Vorcaro patrocinava eventos que reuniam autoridades de alto escalão, como o procurador-geral da República e o chefe da Polícia Federal, com encontros em Londres regados a uísque Macallan, sem qualquer questionamento naquele momento, já que nada havia vindo à tona.

R$ 20 milhões

Agora, o cenário muda. Há expectativa de uma delação premiada praticamente definida envolvendo o ex-presidente do Banco de Brasília, que participou da operação de aquisição do Banco Master e teria recebido imóveis de alto valor como contrapartida. Com isso, novos nomes começam a surgir, como o do atual ministro de Minas e Energia, que teria recebido R$ 20 milhões para sua campanha ao Senado em 2022. Vale lembrar que, à época, Vorcaro não era alvo de investigação.

Também chama atenção o fato de Lula ter reunido esse mesmo ministro com Vorcaro, em encontro articulado por Guido Mantega no Palácio do Planalto, com a presença de Gabriel Galípolo, já indicado para a presidência do Banco Central. O objetivo teria sido discutir alternativas para evitar a quebra de Vorcaro.

Agronegócio

Por outro lado, uma notícia relevante para o setor agrícola. O Senado aprovou a securitização das dívidas de produtores, especialmente no Rio Grande do Sul, onde os débitos chegam a cerca de R$ 90 bilhões. O projeto segue agora para a Câmara e prevê juros entre 3,5% e 7,5% ao ano, três anos de carência e prazo total de dez anos para pagamento. Os recursos virão de um fundo abastecido com royalties do pré-sal.

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