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Trump sugere assinatura de “grande acordo” com o Irã na Europa

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu novos detalhes nesta quinta-feira (11) sobre as negociações com o Irã, garantindo que os países estão no caminho de um “grande acordo” de paz, ainda pendente de formalização, e que talvez se firmará neste fim de semana na Europa.

“Acabamos de chegar a um ótimo acordo para resolver o conflito com o Irã. Agora, ele está pendente de formalização, que deve ser concluída nos próximos dias, e a assinatura provavelmente ocorrerá na Europa”, disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente indicou que o vice-presidente, J.D. Vance, representará o país na assinatura neste fim de semana, pois ele estará em um evento esportivo na Casa Branca neste domingo (14) para comemorar seu 80º aniversário, antes de viajar para a Europa para participar da Cúpula do G7, que começa na segunda-feira.

O anúncio de um acordo iminente, que encerraria a guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, ocorre pouco depois de o chefe de Estado anunciar o cancelamento de novos ataques programados para esta quinta-feira, em virtude do progresso das negociações.

“Como as negociações com a República Islâmica do Irã chegaram ao mais alto nível da liderança iraniana e foram aprovadas, como Presidente dos EUA, cancelei os ataques e bombardeios planejados contra o Irã para esta noite”, escreveu Trump mais cedo na Truth Social.

O presidente republicano especificou que Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Egito e outras nações estavam envolvidas nas negociações.

Até que o acordo seja assinado, o bloqueio naval dos EUA “permanecerá totalmente em vigor”, ressaltou Trump.

Após dois dias consecutivos de ataques no Oriente Médio, que colocaram em risco o cessar-fogo assinado em 8 de abril, Washington ameaçou hoje com novos bombardeios e a possibilidade de invadir a Ilha de Kharg, um enclave petrolífero estratégico iraniano, para assumir o controle da indústria de petróleo bruto.

Teerã chegou a afirmar nesta quinta-feira que esses últimos ataques anulavam efetivamente o cessar-fogo e culpou Washington pelas perigosas consequências dessas ações.

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