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Em Brasília, 1.500 inusitados manifestantes marcham contra a decisão de Moraes

Marcha Nacional pela Vida, organizada pelo Movimento Brasil Sem Aborto, em Brasília (Foto: Wesley Corrêa/Instituto Isabel)

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Na última terça-feira (9), aconteceu a 19ª Marcha Nacional pela Vida, organizada pelo Movimento Brasil Sem Aborto, na Capital Federal. A mobilização orientava o voto consciente em candidatos pró-vida e reivindicava o fim da Assistolia Fetal.

Por ser um movimento apartidário e suprarreligioso, evangélicos, espíritas, católicos e outras denominações religiosas se unem pela causa, que conta sempre com a presença e o apoio de inúmeros parlamentares pró-vida.

Com cerca de 500 pessoas presentes na passeata, esta certamente também foi acompanhada de perto por outros insólitos participantes que, infelizmente, já chegaram ao número de 1.500.

Ocorre que, coincidentemente, neste mesmo dia 09/06, completaram-se 750 dias desde a publicação da liminar do ministro Alexandre de Moraes na ADPF 1141, que liberou a prática da Assistolia Fetal no Brasil.

À média diária de duas crianças sendo vitimadas pela Assistolia, mil e quinhentas irrepetíveis vidas também marcharam e continuarão a interceder contra essa impensada e infundada decisão do ministro Alexandre de Moraes

Mil e quinhentas crianças que foram torturadas, em vez de terem seus mil e quinhentos partos antecipados e sido entregues a mil e quinhentas famílias adotivas.

Mil e quinhentos bebês que tiveram suas vidas roubadas por uma decisão monocrática, individual, solitária e desprovida de qualquer fundamento jurídico.

Mil e quinhentas mães que foram enganadas e mataram seus mil e quinhentos filhos, gerando mil e quinhentos traumas irremediáveis.

Mil e quinhentas gestantes que quiseram interromper suas gestações e foram forçadas a acreditar que a única saída era a morte de suas mil e quinhentas crianças.

Mil e quinhentos cadáveres queridos pelo PSOL, alcançados por meio da mentira, mil e quinhentas vezes repetida, de dizer que o Código Penal não prevê o limite de 22 semanas.

Mil e quinhentos pequenos corpos jogados em mil e quinhentos lixos hospitalares com dinheiro público.

Mil e quinhentas vidas quimicamente queimadas lentamente, sem que ninguém pudesse ouvir seus mil e quinhentos gritos pedindo clemência.

Mil e quinhentas dívidas que serão cobradas um dia da mídia tradicional, que inventa mil e quinhentas falácias para chancelar essa chacina de mil e quinhentos inocentes.

Mil e quinhentos pequenos corações que receberam cloreto de potássio em uma proporção vinte vezes mais concentrada do que a dos condenados à pena de morte, em diversas e dolorosíssimas aplicações.

Mil e quinhentos corações de mães que certamente foram eternamente impactadas por terem se submetido a esse cruel procedimento.

Mil e quinhentos ventres que buscavam apoio e esperança e só encontraram quem instigasse o homicídio intrauterino.

Mil e quinhentas gestantes que, após terem abortado seus mil e quinhentos filhos, foram abandonadas pelo movimento abortista.

Mil e quinhentos assassinatos cuja crueldade é tão absurda que nem as feministas querem assistir aos vídeos do procedimento.

Mil e quinhentas crianças que nunca tiveram culpa alguma, mas que suscitam um irascível e incompreensível ódio daqueles que nunca vão se compadecer ou aprender o que é amar, nem se apresentarmos mil e quinhentos argumentos.

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