O ataque realizado pelos Estados Unidos contra o Irã nesta quarta-feira (10) mirou sistemas de vigilância militar, comunicações e defesa aérea considerados estratégicos para as capacidades militares de Teerã. A informação foi divulgada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), que afirmou ter concluído pela noite a nova rodada de bombardeios ordenada pelo presidente Donald Trump.
Segundo o comunicado do Centcom, forças americanas atacaram instalações ligadas à vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação e posições de defesa antiaérea espalhadas pelo território iraniano. Os militares americanos informaram que os alvos desta quarta representavam ameaças às forças dos Estados Unidos e à navegação comercial internacional nas águas da região.
O Centcom informou que os ataques foram operados pela Marinha, Força Aérea e Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, que empregaram munições guiadas de precisão contra os alvos selecionados. O Centcom classificou a ofensiva como uma ação de autodefesa em resposta ao que chamou de “agressão contínua e injustificada” do regime iraniano. O ataque ocorreu em meio ao frágil cessar-fogo, ainda em vigor.
A nova escalada ocorre em meio ao impasse nas negociações para encerrar o conflito iniciado em fevereiro. Mais cedo, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que Washington atingiria instalações iranianas para enfraquecer capacidades militares do país e aumentar a pressão sobre Teerã para aceitar um acordo relacionado ao seu programa nuclear.
Segundo a Guarda Revolucionária Islâmica, forças de Teerã lançaram, em resposta à ofensiva dos EUA, ataques contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. A agência estatal iraniana Fars disse que forças militares do regime islâmico miraram as bases aéreas Ali Salem e Ahmad al-Jaber, no Kuwait, além da base Sheikh Issa, no Bahrein.
Os iranianos também alegaram ter lançado drones contra instalações da Quinta Frota dos Estados Unidos, no Bahrein. De acordo com a versão apresentada por Teerã, antenas de comunicação e radares associados ao sistema de defesa antimísseis Patriot estavam entre os alvos da ofensiva.
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