VILLA NEWS

Educar ou instruir: queremos formar cidadãos livres ou uma massa obediente?

Hoje eu quero falar sobre a diferença entre educação e instrução, que é, em certa medida, a diferença entre a Alemanha e a Prússia, e, em uma escala bem maior, aquela entre Roma e a Itália. “A Prússia não é um Estado que tem um exército, e sim um exército que tem um Estado”, diagnosticou Mirabeau, e a frase talvez tenha mais a dizer ao nosso tempo do que ao dele. O Estado que desenhou a escola moderna foi um Estado talhado pelo cano do canhão, vocacionado para a obediência.

A pergunta que essa origem nos deixa é brutal: queremos formar, com nossas escolas, homens livres ou bucha de canhão? E só se responde à pergunta voltando a duas palavras latinas que a urgência moderna tratou como sinônimas, mas que guardam uma diferença decisora do destino de uma civilização.

Educere significa conduzir para fora, puxar de dentro para a luz, como quem ergue a água do fundo de um poço ou ampara um parto que traz à superfície aquilo que já estava, em potência, no escuro. Instruere significa o oposto: empilhar, equipar, meter para dentro, como quem assenta tijolos numa parede ou abastece um arsenal na véspera da batalha. A primeira pressupõe que há algo a ser trazido; a segunda, que há um vazio a ser preenchido. Educar é tirar. Instruir é colocar. E, quando uma sociedade esquece qual das duas coisas está fazendo com os seus filhos, segue erguendo escolas, contratando professores, distribuindo diplomas e produz, ao fim de tudo, multidões instruídas e quase ninguém educado.

Convém, antes de prosseguir, abrir essa Prússia ao tamanho exato que lhe cabe, porque tomá-la pela Alemanha inteira é uma das confusões mais ruinosas do nosso vocabulário civilizacional, já que a Alemanha inventou a Prússia, e não o contrário. A Alemanha cultural está para a Prússia política assim como a Itália cultural está para a Roma política: uma civilização milenar que produziu Bach, Dürer, Goethe, Kant, Hegel, Hölderlin, Beethoven séculos antes do Estado nacional alemão existir, e uma civilização ainda mais antiga que produziu Dante, Petrarca, Giotto, Michelangelo, Vivaldi séculos antes do Estado nacional italiano existir.

Em ambos os casos, no século XIX, uma região mais ou menos periférica e militarmente organizada capturou a civilização inteira sob o seu carimbo: a Prússia de Bismarck para os alemães, em 1871; o Piemonte de Cavour e Garibaldi para os italianos, em 1861. Em ambos os casos, a unificação foi obra, na frase de Bismarck que serve a Cavour e a Garibaldi com igual exatidão, de ferro e sangue.

E, nos dois casos, a região unificadora era a menos representativa da alma cultural do todo, era a mais marcial, e tomou para si o direito de dar nome, capital e constituição àquilo que a precedia em mais de mil anos. Weimar, Heidelberg, Königsberg, Viena, Munique tinham erguido a cultura alemã; Berlim, a fortaleza prussiana em carne e ideia, herdou a Alemanha histórica como prêmio de batalha. Florença, Veneza, Nápoles, Milão tinham erguido a cultura italiana; Roma, capital escolhida depois de 1870 e mudada de Florença, herdou a Itália pela mesma porta, se bem que é mais, muito mais, que Berlim jamais será.

O Estado nacional, esse invento jovem com pretensão tola de eternidade, é apenas a moldura jurídica recente, e provavelmente passageira, dentro da qual essas civilizações foram acomodadas a forceps. A cultura precede o Estado e o excede. Bach não é prussiano, é alemão, é europeu, é humano. Michelangelo não é romano no sentido do Quirinale, é florentino, é italiano, é universal.

É aqui que mora o nervo da questão pedagógica: quando confundimos a Alemanha de Bach com a Prússia do quartel, copiamos exatamente o que não deveríamos e perdemos exatamente o que deveríamos transmitir. Importamos a fôrma e deixamos o fogo. A escola que herdamos da Alemanha, e herdamos mal, é a escola da Prússia, não a escola de Weimar; é a escola que enfileira soldados, não a escola que formou Goethe.

Construímos, ao longo de 60 anos, o quartel prussiano para os filhos dos pobres, fileiras, sineta, decoreba e diploma, enquanto as elites compravam a paideia para os seus, e chamamos a essa duplicidade de democratização do ensino, a ‘obra’ de Paulo Freire

A confusão não é de dicionário, é de antropologia. Por trás de cada modelo de escola existe, escondida como o esqueleto sob a pele, uma resposta à pergunta sobre o que é o homem. Se o homem é um saco a ser enchido de competências, instruí-lo basta, e basta fazê-lo depressa, com a eficiência fria de quem carrega um silo. Se o homem é uma semente, ou uma chama, ou um bloco de mármore com uma estátua adormecida lá dentro, a coisa muda inteiramente de figura, porque a semente não se enche, se rega; a chama não se empilha, se acende; e o mármore não se inventa, se liberta do excesso de pedra que cobre a forma que ali já esperava. A diferença entre encher e libertar é a diferença entre a fôrma e o fogo. E é tudo.

Foram os gregos que inventaram a educação no melhor sentido da palavra, e Werner Jaeger, na Paideia, deu nome à invenção. A paideia não era treinamento de ofício nem acúmulo de informações úteis: era a formação deliberada do homem inteiro segundo um modelo de excelência, a aretê, que abarcava corpo, caráter, gosto e alma numa só escultura viva.

O herói homérico não é instruído, é formado; Aquiles não tem competências, tem grandeza. Platão, na República, descreve o prisioneiro que se desprende das correntes da caverna e sobe, ofuscado, em direção à luz, e cunha a imagem mais exata da história da pedagogia: a educação é periagoge, conversão, virar da alma inteira da sombra para o sol. Não se trata de despejar visão em olhos cegos, mas de girar o corpo todo até que o olho passe a olhar para onde deve. Platão não fabrica a vista, e sim torce o pescoço.

Aristóteles, mais terreno que o mestre, organizou essa intuição em arquitetura. Distinguiu o saber teórico, a episteme, do prático, a phronesis, e de ambos separou o produtivo, a techne. E traçou, na Política, a fronteira que o nosso tempo apagou: as artes liberais dignas do homem livre, contra as artes servis que só servem à necessidade. O homem livre estuda para ser; o escravo treina para servir.

No coração dessa distinção havia uma palavra que devíamos ter tatuada na entrada de cada universidade: scholé. Significa ócio, tempo liberto da urgência, e é dela, por uma ironia que beira o escárnio, que vem a nossa palavra escola. A escola era, para os gregos, o lugar do ócio nobre, onde o homem, livre da obrigação de sobreviver, podia dedicar-se a pensar, a contemplar, a criar. Transformamos o templo do ócio na antessala do escritório, e enchemos a criança, até a borda, de trabalho.

Mas o que essa formação queria produzir tinha nome próprio em Aristóteles: o spoudaios, o homem sério, o varão de juízo provado em quem a virtude se converteu em segunda natureza e cuja avaliação serve, ela mesma, de medida. Na Ética a Nicômaco, é o que aparece bom ao spoudaios que é, de fato, bom; é o que ele tem por prazeroso que merece ser chamado prazer. Não há padrão externo do qual o homem maduro se aproxima, é ele próprio o padrão.

Educar, portanto, era produzir não conteúdos, mas calibradores vivos, o equivalente humano dos pesos-padrão que se guardavam, no antigo escritório de aferição, para que todas as balanças do reino se medissem por eles. Péricles era um deles. Marco Aurélio, no trono, foi outro. O vir bonus dicendi peritus de Quintiliano traduz a figura. A escola prussiana fabrica balanças idênticas. A paideia grega fabricava o peso-padrão.

E aqui Atenas encontra Jerusalém. São Paulo destrói a figura do homem maduro contra uma novidade radical. Não basta, escreve aos Efésios e aos Colossenses, polir o varão antigo até a excelência: é preciso despi-lo como roupa velha, o palaios anthropos, e revestir-se do homem novo, o kainos anthropos, criado à imagem do Criador. Kainos não é o recente, é o inaudito, sem precedente na ordem natural.

VEJA TAMBÉM:

O spoudaios é o ponto mais alto a que a natureza humana, por hábito, pode chegar; o homem novo é o ponto em que essa natureza é atravessada por uma graça vinda de fora e refundada por dentro. Os dois não se opõem: a graça, dirá São Tomás de Aquino, não destrói a natureza, aperfeiçoa-a. O spoudaios é a tela bem preparada; o homem novo é o que nela se pinta, e o pintor já não é o próprio homem. São Paulo o resume na frase mais audaz da sua obra: “já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). O peso-padrão deslocou-se para dentro, e o seu nome agora é outro.

Essa migração do critério para dentro é o que Santo Agostinho aprofunda no De Magistro. Nenhum homem ensina, em rigor, outro homem: as palavras do mestre exterior são apenas sinais, dedos que apontam; quem vê a coisa apontada vê com uma luz interior, a do Mestre que habita por dentro, ego sum qui intus habito, Cristo, a verdade que ilumina toda inteligência.

São Tomás retoma a tese com realismo de camponês: o mestre é como o agricultor, que não fabrica a planta, e sim prepara o solo, rega e espera. O saber já está no aluno em potência, como a colheita na semente, e o mestre é a causa que assiste, não a que cria. Ensinar é jardinagem, não alvenaria. Plutarco já o resumira num provérbio: a mente não é cântaro a ser enchido, é fogo a ser aceso. Encher é instruir; acender é educar. E o que se acende numa alma, ensinava Agostinho, não são dados, são amores, o ordo amoris. Uma civilização que sabe muito e ama mal sabe construir a bomba e não sabe por que não deveria lançá-la.

Foi contra essa herança, muitas vezes em seu nome, que se ergueu o modelo que ainda hoje aprisiona quase todas as escolas do mundo: o prussiano. Sob Frederico, o Grande, e depois das humilhações de Jena em 1806, esse Estado-quartel diagnosticado por Mirabeau inventou a escola moderna como continuação do quartel por outros meios.

Não queria homens livres, mas sim súditos pontuais, soldados obedientes e bucha de canhão de uniforme limpo. O sino é o mesmo do quartel, a fileira é o pelotão, a marcha ao toque de comando, a recompensa à obediência e o castigo à pergunta inconveniente nasceram para enfileirar baldes idênticos, não para acender fogos. Tudo isso é excelente no mundo militar, mas a vida não é uma caserna. O ideal era a Kadavergehorsam, a obediência cega do cadáver. A ironia mais amarga é que a mesma Prússia deu ao mundo, com a outra mão, o ideal sublime da Bildung e a universidade moderna.

Humboldt sonhou a catedral e ajudou a erguer o quartel; o Ocidente copiou o quartel e deixou a catedral nos livros. Horace Mann visitou a Prússia em 1843, voltou encantado e levou o figurino para os Estados Unidos, de onde se espalhou pelo mundo como o padrão natural de escola. Até hoje sentamos os filhos em fileiras, dividimo-los por safra como vinho, premiamos a resposta certa e punimos a pergunta esquisita, e chamamos a isso de educação. Decerto funciona, reitero, na vida castrense, mas, na da Cidade, é uma prisão mental, uma instrução prussiana travestida de virtude.

Durkheim teve a honestidade de chamar o boi pelo nome. A educação, escreveu, é a socialização metódica da geração jovem, o processo pelo qual a sociedade imprime no recém-chegado as normas, os valores e os hábitos de que precisa para se reproduzir. Note-se o verbo: imprimir. Durkheim descreve, com precisão clínica, não a educação no sentido de Platão, mas a instrução no sentido da Prússia.

Max Weber, que via mais longe, completou o diagnóstico: em A ética protestante e o espírito do capitalismo, a modernidade encerra o homem numa jaula de aço, a stahlhartes Gehäuse, e produz como seu tipo característico o especialista sem espírito, o Fachmensch ohne Geist, o técnico competentíssimo e interiormente vazio que cumpre a sua função com perfeição e não sabe dizer para quê. É o produto acabado da escola que instrui e não educa. É o balde cheio que nunca pegou fogo.

VEJA TAMBÉM:

Rousseau, que teve cinco ou seis filhos e não educou nenhum, farejou a doença antes de quase todos e prescreveu, com a embriaguez típica dos profetas, o remédio errado. Em Emílio, denunciou a escola que deforma a criança ao tratá-la como um adulto pequeno, um recipiente a ser abastecido de noções que não pediu.

A criança, insistia, não é cera, é planta. Belíssimo, só que Emílio cresce sob a vigilância total de um preceptor que controla cada experiência, e aquela liberdade celebrada é a mais minuciosa das prisões, uma jaula sem grades porque as grades estão na cabeça do tutor. Rousseau quis libertar a criança e construiu para ela o Panopticon de Bentham mais gentil da história. Coube a Jean Piaget, no século XX, resgatar o miolo da sanidade: a criança não recebe o conhecimento pronto, ela o constrói, agindo, errando, corrigindo. Formulou o princípio que devia estar gravado sobre o quadro-negro de toda escola: o objetivo da educação é formar pessoas capazes de fazer coisas novas, não repetir o que as outras gerações fizeram. Repetir é instrução. Fazer coisas novas é educação.

Chego, por esse caminho, à premissa que dá nome verdadeiro ao problema. Há dois domínios que pedem tratamentos opostos. O do trabalho, as “artes servis” medievais, abrange as tarefas que existem para satisfazer uma carência, mover a engrenagem da sobrevivência. O da arte, da inventividade livre, é o que não serve a nada exterior a si porque é o próprio fim. Pedem regimes de tempo inversos.

O trabalho, por ser meio, deve ser reduzido à máxima eficiência no menor tempo possível: quem leva 4 horas no que poderia despachar numa só é desperdiçador da vida que poderia estar vivendo. A arte, por ser fim, deve ser maximizada, e nela o autor há de gastar tanto tempo quanto a inventividade exigir, sem relógio, sem a tirania da produtividade. James Joyce levou 7 anos no Ulisses, e teria levado 70 se preciso fosse, porque o tempo gasto na arte não é custo, é a própria substância da obra. Confundir os dois domínios é a raiz de toda barbárie pedagógica. A escola prussiana é trabalho disfarçado de formação: trata o cultivo do espírito com a cronometragem da linha de montagem.

E é exatamente neste ponto que irrompe a inteligência artificial, com o poder de redesenhar a fronteira entre instruir e educar como nenhuma outra invenção desde a escrita. A IA é a instruere feita silício, o ente que se deixa instruir perfeitamente e jamais se educa. Treina-se um modelo, ajusta-se, e ele executa a tarefa servil com competência sobre-humana e alma rigorosamente nula. E que o leitor me perdoe o neologismo estrangeiro: é o Allesmensch ohne Geist (parido com a ajuda da minha mulher, Alina, vienense e proficiente no ofício de entender as idiossincrasias deste escriba), o generalista sem espírito, expressão que Weber jamais cunhou, no limite metafísico; a Kadavergehorsam prussiana realizada num cadáver que nunca foi vivo.

Não tem mestre interior, nem caverna de onde subir, nem sol para o qual virar-se. Não pode ser educada porque não há, nela, nada a ser trazido para fora. Mas justamente por isso pode assumir, em nosso lugar, todo o reino do trabalho servil. Aristóteles, com uma ousadia que atravessou 23 séculos, escreveu na Política que só haveria escravos enquanto a lançadeira não tecesse sozinha e o plectro não tangesse a cítara sem mão que o guiasse; no dia em que cada instrumento cumprisse a sua obra por conta própria, nem o senhor precisaria de servos. Pois bem: a lançadeira agora tece sozinha. O escravo de que Aristóteles falava acaba de nascer, e é de silício.

Diante disso, abre-se uma encruzilhada que define o século. De um lado, a libertação: se a máquina absorve o trabalho servil, devolve ao homem o scholé que a escola prussiana lhe roubou, o ócio nobre em que a alma se vira para o sol e finalmente se educa, finalmente inventa, finalmente cria a arte que é fim em si mesma. Seria a profecia grega realizada: uma nova Atenas em que os escravos são de metal e os homens, enfim, são livres para o que importa.

De outro lado, o abismo, mais provável porque a tolice tem gravidade própria. O risco é que a máquina faça a nossa arte, e que as próximas gerações, libertas do esforço de pensar, se tornem as primeiras inteiramente instruídas e absolutamente não educadas da história, multidões que sabem pedir tudo a um oráculo e não sabem mais acender, dentro de si, uma única chama. A lançadeira seria, então, a caverna de Platão com ar-condicionado, e nós, prisioneiros que já não sentem o peso das correntes porque foram instruídos a chamá-las de conforto.

Para um país como o Brasil, a aposta é dupla e o relógio, cruel. Construímos, ao longo de 60 anos, o quartel prussiano para os filhos dos pobres, fileiras, sineta, decoreba e diploma, enquanto as elites compravam a paideia para os seus, e chamamos a essa duplicidade de democratização do ensino, a “obra” de Paulo Freire, homem que certamente merece lugar de destaque num panteão brasileiro da imbecilidade, se um vier a ser estabelecido.

Agora, quando a máquina ameaça tornar obsoleta a instrução servil que era quase tudo o que se oferecia à maioria, temos a chance de pular a etapa inteira, de saltar do balde direto para o fogo, de usar a tecnologia para educar de verdade. É uma promessa que o país tem o hábito melancólico de não cumprir. Mas é uma promessa, e quem se preocupa com o destino da própria civilização aprende cedo que há promessas que valem mais pelo que exigem de nós do que pela probabilidade de se cumprirem.

Retornemos, no fim, ao começo, às duas palavras latinas e ao comentário de Mirabeau. Uma mão empilha tijolos, ergue paredes, enche baldes: é a mão que instrui, e pode agora descansar, passar o fardo ao escravo de metal que não se queixa e não dorme. A outra é mais antiga: tira da água o que escondia, torce o pescoço do prisioneiro na direção do sol, prepara o solo e espera a semente, aproxima a tocha do graveto e recua, porque o fogo, depois de aceso, arde por conta própria.

É a mão daquele mestre interior de que falava Santo Agostinho no De Magistro, o Cristo que ilumina por dentro toda inteligência, e nenhuma máquina jamais a terá, porque ela não enche, ela liberta, e só liberta quem é, ele mesmo, livre. Educere é conduzir para fora, para fora da caverna, do quartel, da bala de canhão, da fôrma que nos quiseram imprimir.

A máquina carregará os tijolos. A pergunta, a única que importa, é o que faremos com as mãos vazias. Poderemos enchê-las com o primeiro balde e seguir produzindo em série a bucha de canhão que dois séculos de pedagogia prussiana já fabricaram. Ou poderemos usá-las para acender alguma coisa, e trabalhar em favor do homem, e não do rei da Prússia, já que trabalhar por ele, como dizia Voltaire, é trabalhar por nada.

Lindolpho Cademartori é diplomata de carreira desde 2006 e mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *