Eduardo Paes: pronuncia-se “Eduarrrrdo Páix”. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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De acordo com as pesquisas mais recentes, Eduardo Paes já pode ir comprando o champanhe para celebrar a eleição a governador do Rio de Janeiro. Nesta, por exemplo, ele aparece com 48,3%, contra 12,6% do segundo colocado. E se você não gosta do prefeito sangue-bom, cheio de deboche e carioquice, tudo bem. Comemore também. Afinal, basta ver o destino que tiveram os últimos governadores do estado mais zuado da federação. Tem certeza que vai entrar nessa, Dudu?
O aparente sucesso de Eduardo Paes (pronuncia-se “Eduarrrrrdo Páix”) tem intrigado analistas políticos. Uns ressaltam a incrível capacidade de comunicação e articulação do político de tantas gafes, erres guturais e esses chiados. Ele que falou aquilo sobre Maricá. Lembram? Tem quem diga também que os fluminenses entraram no modo “não tem tu vai tu mesmo”. E um ou outro puxa-saco ressalta a entrega de importantes obras de infraestrutura, blá, blá, blá.
Me pergunto
Para outros, porém, a culpa pelo sucesso de Eduardo Paes é do nível intelectual da população. Nível baixo. Uma população que, dizem os cientistas políticos em seus jalecos impecavelmente brancos, não sabe direito nem para que serve um governador. Ou então que é masoquista mesmo. Uma população que gosta de posar de cética e até cínica, quando não de conservadora e reacionária, mas que na hora do vamovê se deixa seduzir pelo jeitão malandro do atual prefeito daquela que já foi a Cidade Maravilhosa e hoje é qualquer coisa, menos isso.
Eu, que não sou cientista nem nada, credito o sucesso de Eduardo Paes ao seu carisma (e carisma é sempre algo difícil de definir e explicar) e principalmente à sua aparente indiferença ao poder. Aqui de fora, e ao contrário dos demais candidatos de todo o Brasil, todos focados em salvar seu estado ou o país, parece que Eduardo Paes não tá nem aí. Ele só quer, tipo, cumprir seu mandato, fazer umas reuniõezinhas, posar para fotos, tomar seu chopinho e falar umas bobagens de vez em quando. E será que ele está tão errado assim? É o que me pergunto. E te pergunto também.
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