O secretário de Segurança Nacional dos EUA, Markwayne Mullin, ameaçou nesta segunda-feira (8) revogar a cidadania de imigrantes naturalizados que tenham cometido fraude durante o processo migratório e disse que o governo do presidente Donald Trump continuará utilizando “todas as vias legais” para expulsá-los do país.
A advertência foi feita por Mullin na rede social X ao compartilhar uma reportagem exclusiva da rede de televisão CBS, que revelou os supostos planos de Trump para desnaturalizar cidadãos americanos nascidos no exterior acusados de terem obtido sua cidadania de forma fraudulenta.
“A cidadania americana é um privilégio e deve ser conquistada honestamente. Se você vem aqui, infringe as nossas leis e mente em seus procedimentos migratórios, você perde esse privilégio”, escreveu o responsável pela Segurança Nacional.
Mullin acrescentou que seu departamento não permanecerá “de braços cruzados enquanto os americanos forem prejudicados por criminosos”, incluindo delinquentes sexuais, responsáveis por fraudes e narcotraficantes que, segundo afirmou, “exploraram a generosidade dos EUA e se aproveitaram de seu sistema migratório”.
“Continuaremos utilizando todas as vias legais para desnaturalizar e expulsar estrangeiros”, declarou.
Conforme informou a CBS nesta segunda-feira, o governo Trump busca revogar a cidadania de pelo menos 17 cidadãos americanos acusados de fraude migratória.
Caso esses procedimentos sigam em frente, as pessoas afetadas retornariam ao seu status migratório anterior e perderiam todos os direitos associados à cidadania americana, incluindo a proteção contra a deportação.
A ofensiva faz parte do endurecimento das políticas migratórias impulsionado por Trump desde o seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025.
O procurador-geral interino, Todd Blanche, declarou que o Departamento de Justiça terá “tolerância zero” diante do abuso do processo de naturalização, segundo a CBS. “Há estrangeiros criminosos que mentem sobre seus crimes passados, incluindo narcotraficantes, predadores sexuais e golpistas”, afirmou.
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