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Presidente do PT critica “ruído” de aliado e nega palanque duplo de Lula em Pernambuco

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, chamou de “ruído desnecessário” a alegação do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, de que o presidente Lula (PT) subiria nos palanques dos dois pretendentes ao cargo de governador de Pernambuco: o da atual governadora, Raquel Lyra (PSD), e o do prefeito de Recife, João Campos (PSB).

“Essa posição está clara desde o início, em Pernambuco o presidente Lula tem um único palanque, é o do João Campos. O PSB é o maior aliado do PT no Brasil todo. Esse ruído é desnecessário”, disse Edinho, em conversa com o jornal O Globo divulgada nesta segunda-feira (8).

O PSB já vivia um desgaste com o PT devido à demora de Lula em definir seu pré-candidato a vice-presidente. Após o anúncio, os ânimos esfriaram, mas Wellington abriu uma nova rusga ao sinalizar o possível jogo duplo que atingiria em cheio o presidente nacional do PSB.

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“Lá temos o João Campos e a Raquel Lyra. Vamos lembrar que, [em 2022],ela se colocou primeiro como oposição e no segundo turno teve uma posição mais de neutralidade, mas uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, afirmou.

Para o Senado, o cenário eleitoral da esquerda em Pernambuco inclui nomes como o senador Humberto Costa (PT-PE), a ex-deputada federal Marília Arraes (PDT) e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD-PE). Para o governo, João Campos disputará espaço na esquerda com o jornalista Ivan Moraes (PSOL).

A distribuição dos palanques é peça-chave para construir a base que permitirá ao governo eleito pautar os projetos de seu interesse. O PT reconhece a importância do fortalecimento dos laços: em uma decisão inédita, o partido optou por não ter candidato próprio ao governo do Rio Grande do Sul, apoiando a advogada Juliana Brizola (PDT).

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