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PL cogita reestruturar chapa no Rio e estuda três nomes competitivos para o Senado

O PL e os apoiadores da família Bolsonaro no Rio de Janeiro estudam uma possível reestruturação de chapa para concorrer às eleições após operações recentes da Polícia Federal contra o ex-governador Cláudio Castro (PL). A polícia investiga a relação dele com o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro. Três novos nomes estão sendo estudados pelo partido para concorrer ao Senado: dos deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante e do senador Carlos Portinho.

Após ser alvo de duas operações policiais em 11 dias, na semana passada Castro desistiu de disputar a eleição. Ele era um nome certo da sigla para concorrer ao Senado. O PL contratou uma pesquisa entre eleitores para ajudar a definir quem ficará com a sua vaga. A segunda vaga na chapa oposicionista, por ora, é do aliado Márcio Canella, do União Brasil.

Portinho queria tentar a reeleição para o Senado, mas respeitou a decisão da família Bolsonaro de lançar Castro e se resignou a disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Agora tem a chance de concorrer ao Senado, mas os políticos mais ligados a Flávio Bolsonaro preferem Jordy.

Sóstenes chegou a anunciar no início do ano que tentaria o Senado por seu estado. Mas no cenário atual, ele não deve aceitar a incumbência porque é muito próximo do pastor Silas Malafaia, que decidiu apoiar Marcelo Crivella (Republicanos) na disputa ao Senado.

Crivella é o segundo melhor colocado nas intenções de voto em cenário estimulado da Paraná Pesquisas, com 26% das intenções de voto, atrás da candidata do PT, Benedita da Silva (34,2%).

O instituto ouviu 1.680 entrevistados entre os dias 1º e 3 de junho de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,4 pontos percentuais. Ela foi registrada no TSE sob o nº RJ-05645/2026.

Um parlamentar do PL que acompanha a disputa pelo Senado no Rio afirmou que Flávio Bolsonaro definirá qual nome será escolhido. Eleger senadores é prioridade do PL na eleição de outubro como estratégia para reequilibrar a relação entre os poderes da República, uma vez que o Senado é o órgão com o papel de regular o Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto o grupo político de Bolsonaro tenta se reorganizar, seu principal adversário, o ex-prefeito do Rio e pré-candidato a governador Eduardo Paes (PSD), aproveita o desgaste político dos concorrentes para definir o segundo candidato ao Senado em sua chapa. O deputado federal Pedro Paulo (PSD), fiel aliado de Paes, deve ser anunciado nos próximos dias para ocupar a vaga na chapa. Paes é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fará campanha por sua reeleição.

Oposição cogita fazer reestruturação geral na chapa carioca

Integrantes da coligação de oposição no Rio, que inclui também o PP e o União Brasil, defendem que toda a chapa seja reavaliada. Isso permitiria a troca do segundo candidato a senador, Márcio Canella (União Brasil), e até do candidato a governador, Douglas Ruas (PL).

Segundo cenários estimulados pela Paraná Pesquisas, Canella oscila entre 21,3% e 23,6% das intenções de voto. Ele poderia ser eleito apenas se Crivella não concorrer. Jordy pontuou com 10,4% no cenário com Crivella e Portinho atingiu 8,9% no cenário sem Crivella.

Já no cenário para governador, Paes aparece à frente com 48,3% das intenções de voto e Douglas Ruas atinge 12,6%. No segundo turno, Paes soma 60% das intenções de voto e Ruas 24,5%.

Apesar do cenário adverso, a reportagem apurou que a substituição de Ruas é considerada bastante improvável.

A chapa com Ruas, Castro e Canella, além de Rogério Lisboa (PP) como candidato a vice-governador, foi anunciada em 24 de fevereiro pelo pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL). Qualquer mudança depende dele – com consulta e autorização prévia do pai, Jair -, mas o cenário político mudou bastante.

A expectativa dos aliados de Bolsonaro era de que Castro disputasse a eleição e, junto com Flávio, ajudasse a divulgar Ruas e Canella no Estado que é o berço político da família Bolsonaro.

Mas Castro se tornou inviável diante das investigações policiais e o próprio Flávio é alvo de críticas pelo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A chapa com todos os nomes precisa ser registrada até 15 de agosto.

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