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Hezbollah rejeita novo acordo de cessar-fogo estabelecido entre Israel e Líbano

O grupo terrorista Hezbollah rejeitou um acordo de cessar-fogo que havia sido estabelecido entre Israel e Líbano com intermediação dos Estados Unidos na quarta-feira (3). O grupo terrorista e forças israelenses continuam trocando ataques no sul e no leste do Líbano nesta quinta-feira (4).

A fragilidade do processo afeta diretamente a trégua entre Irã e Estados Unidos. Isso porque Teerã exige que o cessar-fogo no Líbano seja incluído nas negociações de paz com Washington.

O acordo entre Israel e Líbano tinha como condição que o Hezbollah encerrasse tanto os seus ataques quanto as suas operações no sul do território libanês. O Hezbollah é um grupo terrorista aliado do Irã que opera no Líbano de forma independente do governo. Segundo analistas militares, ele possui mais armas e recursos que o exército libanês.

Em um comunicado oficial, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que um “cessar-fogo sólido” só seria possível após receber “respostas internas com sinal verde”.

O Hezbollah afirmou que não participou formalmente do acordo e confirmou ter disparado foguetes contra tropas de Israel na região fronteiriça ao sul do Líbano. Após o ataque, os militares israelenses emitiram um alerta para que moradores locais não retornassem à região de fronteira.

Soldado de força de paz da ONU foi morto em ataques no sul do Líbano

Do lado de Israel, um bombardeio no leste do Líbano deixou pelo menos três mortos. Em outro ataque, a vítima fatal foi um motorista. Mais mortes foram registradas no sul libanês durante a madrugada, um pouco antes do acordo mediado por Trump. Nesse bombardeio, cuja origem não foi identificada, duas pessoas ficaram feridas e um soldado da força de paz da ONU, de origem sérvia, morreu.

As forças de segurança de Israel afirmaram que este ataque que vitimou o soldado de paz foi realizado pelo Hezbollah. “A análise da trajetória dos projéteis indica claramente que o ataque foi cometido pela organização terrorista”, afirma uma nota oficial de Tel-Aviv.

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano, que coordena as ações da missão de paz da ONU na região, não se manifestou sobre a origem dos disparos. Ainda assim, a entidade denunciou um aumento no número de “impactos” na região meridional do país.

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