A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, afirmou nesta sexta-feira (29) que a decisão do governo de Donald Trump de classificar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas não teve qualquer influência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nesta semana, o senador se reuniu com Trump e o secretário Marco Rubio, nos Estados Unidos, para pedir que o governo do país passasse a considerar as duas facções criminosas como terroristas. Segundo Amanda Roberson, esta foi uma decisão tomada somente pelo presidente norte-americano.
“A única pessoa que toma decisões pelos Estados Unidos é o presidente Trump e sua equipe, o secretário Rubio. Essas designações são uma ferramenta parte da lei dos Estados Unidos de tomar ações contra grupos e entidades que já sabemos que, no caso destes dois grupos, já estão atuando dentro dos Estados Unidos”, afirmou em entrevista à GloboNews.
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Amanda Roberson ressaltou que tanto o CV como o PCC já tiveram atividades identificadas em 12 estados do território do país norte-americano e que isso levou à decisão do governo Trump. A porta-voz, no entanto, negou que essa medida abra qualquer possibilidade para uma interferência política no Brasil, principalmente em relação às eleições gerais de outubro em que os brasileiros vão eleger o próximo presidente – e que o atual, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tentará a reeleição.
“A prioridade dos Estados Unidos é a segurança dos Estados Unidos, também a nossa economia, fazendo o nosso país mais forte. Agora, quem vai ser o próximo presidente no Brasil é decisão dos brasileiros”, pontuou.
A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos ainda lembrou que o país atua com seus parceiros para coordenar ações para combater o crime organizado, incluindo o Brasil e outros países do continente.
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Um pouco mais cedo, Lula acusou Flávio Bolsonaro de articular com os Estados Unidos a decisão de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas, chamando-o de traidor junto de Rubio.
“Possivelmente, [o Rubio] estava preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, disparou afirmando que se “fosse pedir intervenção para prender miliciano, ele ficava preso lá”.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) agradeceu a Trump e ao secretário Marco Rubio categorização.


