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O erro comum que a ciência diz ser difícil de “apagar” da saúde do coração

Você sabia que os hábitos que adotou aos 20 ou 30 anos moldaram a saúde do seu coração décadas à frente? É o que aponta uma pesquisa recente publicada no Journal of the American College of Cardiology – Advances, conduzida pela Universidade de Boston.

O estudo reforça o que muitos médicos alertam há anos: a saúde cardiovascular na juventude tem impacto direto no risco de doenças e mortalidade na terceira idade.

O que o estudo descobriu

A pesquisa utilizou dados do Framingham Heart Study — um dos mais longos e respeitados estudos de cardiologia do mundo — e acompanhou 3.231 participantes ao longo de 25 anos.

O objetivo era entender como o acúmulo de bons ou maus hábitos cardiovasculares, da juventude até a meia-idade, se relaciona com o surgimento de doenças cardíacas e com a mortalidade mais tarde na vida.

Os resultados são contundentes: pessoas que mantiveram melhor saúde cardiovascular ao longo desse período tiveram risco 73% menor de desenvolver doenças do coração em comparação com aquelas que acumularam mais fatores de risco.

Em outras palavras, cuidar do coração quando jovem não é apenas uma boa prática, também pode ser determinante para a longevidade.

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Os oito fatores que estão sendo avaliados

O estudo usou como base a ferramenta Life’s Essential 8 (LE8), desenvolvida pela Associação Americana do Coração. Ela pontua a saúde cardiovascular de 0 a 100, levando em conta oito fatores: índice de massa corporal, colesterol, pressão arterial, glicose no sangue, atividade física, alimentação, tabagismo e qualidade do sono. A pontuação média dos participantes foi 65, o que é longe do ideal.

Esse conjunto de indicadores mostra que a prevenção de doenças cardíacas vai muito além de “não fumar”. A aptidão física na juventude, a dieta equilibrada e até o sono de qualidade entram na conta. Todos esses elementos, quando negligenciados desde cedo, contribuem para o acúmulo de risco ao longo da vida.

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Por que o histórico importa mais do que o momento atual

De acordo com o estudo, se não adotarmos um estilo de vida saudável cedo, mesmo que melhoremos ao longo do tempo, pode não ser possível neutralizar ou reverter o risco de doenças.

Melhorar a alimentação, retomar a atividade física e controlar a pressão arterial em qualquer fase da vida sempre traz benefícios. O problema é que o dano acumulado por anos de maus hábitos deixa marcas que nem sempre se apagam por completo. Por isso, a mensagem dos especialistas é clara: quanto mais cedo a prevenção de doenças cardíacas começar, melhor.

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O que médicos recomendam para manter o coração saudável

Com base nos oito fatores avaliados no estudo, as orientações práticas passam por: manter o peso em níveis saudáveis, monitorar colesterol e pressão arterial regularmente, controlar o consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, praticar atividade física de forma consistente, não fumar e priorizar entre 7 e 9 horas de sono por noite.

Nenhuma dessas recomendações é nova. A novidade está na gravidade das consequências de ignorar hábitos saudáveis na juventude: o risco de infarto no envelhecimento, a mortalidade associada à saúde do coração e a qualidade de vida na terceira idade têm raízes mais profundas do que se imagina e elas começam a se formar bem antes dos 40.

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