A taxa de desemprego no Brasil fechou o primeiro trimestre de 2026 em 5,8%, menor nível para o período desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) foi lançada, em 2012.
Os resultados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na manhã desta quinta-feira (28). No mesmo trimestre do ano anterior, a taxa foi de 6,6%. Em relação ao final de 2025, o resultado representa um aumento de 0,4 ponto percentual.
Em números absolutos, 6,3 milhões de pessoas estão sem trabalho e outras 13,3 milhões não têm carteira assinada. Em meio às discussões sobre a redução da jornada de trabalho, há ainda cerca de 4,2 milhões de pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, ou seja, que não trabalham o tempo necessário para terem uma renda adequada. A renda média da população empregada é de R$ 3.732 por mês.
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Dados surgem em meio a crise entre Pochmann e servidores
Dados de desemprego agrupados por trimestre demonstram mínima histórica. (Foto: Reprodução/IBGE/Pnad Contínua)
O órgão enfrenta um abalo em sua credibilidade devido a uma crise entre os servidores e o presidente, Marcio Pochmann. O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) chegou a pedir que o Tribunal de Contas da União (TCU) o afaste, vendo risco de interferência política nos dados do Produto Interno Bruto (PIB).
Pochmann exonerou a coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, após 11 anos no cargo. A exoneração somou-se a promessas não cumpridas para inaugurar a crise que levou a um abaixo-assinado contra o economista. Além das promessas, houve a tentativa de criação da Fundação IBGE+, uma busca por financiamento privado às pesquisas apontada como perigosa pelos servidores. Da porta para fora, a divulgação de mapas invertidos em relação ao que normalmente se utiliza vem ampliando a visão sobre contaminação ideológica.


