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EUA aplicam sanções contra órgão criado pelo Irã para gerir Ormuz

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (27) sanções econômicas contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã este mês para gerir o tráfego no Estreito de Ormuz.

Trata-se de uma agência governamental iraniana criada em 5 de maio, com o objetivo de regulamentar as rotas e cobrar pedágio pelo trânsito na passagem marítima, bloqueada quase totalmente pelo regime iraniano desde o início da guerra contra os EUA e Israel, em 28 de fevereiro.

Em comunicado, o Departamento do Tesouro americano disse que “qualquer pessoa que coopere com a chamada autoridade do estreito pode estar fornecendo apoio e recebendo serviços da Guarda Revolucionária, que, em última análise, se beneficia dessa tentativa de extorsão, e, portanto, pode estar sujeita a sanções”.

“A mais recente tentativa dos militares iranianos de extorquir o comércio marítimo global é a prova de que a Operação Fúria Econômica deixou o regime desesperado por dinheiro”, disse no comunicado o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em referência às medidas econômicas, como o bloqueio de portos iranianos, que os EUA impuseram para obrigar Teerã a negociar um acordo para encerrar o conflito, que desde 7 de abril está em um tenso cessar-fogo.

“Por meio da Operação Fúria Econômica, os Estados Unidos impuseram um estrangulamento financeiro ao principal patrocinador estatal do terrorismo no mundo. O Departamento do Tesouro privou o regime iraniano de receitas para seus programas de armas, grupos terroristas e ambições nucleares. Sob a liderança do presidente [Donald] Trump, permaneceremos implacáveis ​​em nossa busca para restringir a rede de embarcações, intermediários e compradores por meio dos quais o Irã exporta tanto seu petróleo quanto sua maldade”, acrescentou o secretário.

As medidas do Departamento do Tesouro incluem bloqueio de todos os bens dos visados que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de americanos; bloqueio de empresas ou outras organizações que tenham participação de 50% ou mais dos citados; e proibição de pessoas nos Estados Unidos ou em trânsito no território americano de fazer transações financeiras e comerciais com os sancionados, exceto em caso de licença específica emitida pelo OFAC.

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