Nesta quarta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que a Petrobras priorize a compra de equipamentos brasileiros, mesmo que custem mais caro que os importados. Em evento em Manaus, foi anunciado um investimento de R$ 2,8 bilhões para gás natural e construção naval no Amazonas.
Qual foi a principal defesa de Lula em relação às compras da Petrobras?
Lula afirmou que a estatal deve investir na indústria brasileira em vez de buscar opções mais baratas no exterior, como as da China ou Cingapura. Para o presidente, o Brasil possui matéria-prima, siderúrgicas e estaleiros próprios, e só deve importar o que não tem capacidade técnica de produzir, reforçando a ideia de soberania nacional.
Como os R$ 2,8 bilhões anunciados serão aplicados no Amazonas?
Os recursos serão destinados à ampliação da produção de gás natural no Polo Urucu e à construção de 18 barcaças para o transporte de combustíveis pela Transpetro. O objetivo é renovar a frota própria da estatal e aumentar a oferta de energia na região, prevendo elevar a produção em cerca de 4,4 mil barris por dia até 2030.
O que é o Polo Urucu e qual sua importância?
Localizado no Amazonas, o Polo Urucu é a maior província petrolífera terrestre do Brasil. Atualmente, o gás extraído nessa região é fundamental para o estado, sendo responsável por gerar aproximadamente 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios vizinhos.
Houve críticas diretas a Donald Trump e Jair Bolsonaro no evento?
Sim. Lula criticou as tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros e disse para o americano não se meter nos negócios da Petrobras com o México. Além disso, atacou o governo Bolsonaro pela privatização de empresas como a BR Distribuidora e a Liquigás, alegando que o país perdeu capacidade de controle sobre os preços dos combustíveis.
Quantos empregos serão gerados com os novos investimentos?
Apenas a construção das 18 barcaças no estaleiro Bertolini, em Manaus, deve gerar cerca de 3,3 mil empregos diretos e indiretos. Somando todas as frentes de operação, a Petrobras estima que mantém cerca de 14 mil postos de trabalho no Amazonas, contribuindo também com a arrecadação de tributos estaduais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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