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Flávio Bolsonaro cobra CPI do Master com depoimento de Vorcaro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou a tribuna da Câmara, na sessão conjunta do Congresso Nacional desta quinta-feira (21), para expressar tranquilidade quanto às investigações do caso Master e cobrar a instauração de uma CPI para tratar do tema, com a oitiva do dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro, para que detalhe suas relações com políticos de alto escalão e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Após falar do suposto envolvimento do empresário Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, no escândalo de fraudes em descontos associativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ele fez uma comparação: “Esse é um lado, é o lado da corrupção. Do outro lado, está o filme do presidente Bolsonaro, que recebeu investimento privado de alguém que, na época, não tinha absolutamente nada que pudesse desabonar a sua conduta, inclusive premiado, suas empresas premiadas como exemplo de compliance”.

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Lindbergh reage e Flávio rebate

Petista cobrou explicações, mas ouviu presidente ser chamado de “ladrão”. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) subiu à tribuna logo depois. Ele destacou a visita presencial ocorrida dias após a soltura. O petista argumentou que seria possível saber das irregularidades à época do contato e ressaltou o valor do patrocínio, de R$ 136 milhões.

“O senhor foi visitar ele um dia depois que ele sai da prisão com tornozeleira eletrônica? Quer dizer que não sabia dos envolvimentos dele? Vossa excelência não sabia da aplicação do RioPrevidência, governado pelo seu partido? No seu estado, pelo PL, Cláudio Castro, R$ 970 milhões sem Fundo Garantidor [de Créditos]? Vossa excelência não sabe de nada?”, questionou Lindbergh.

O parlamentar ainda destacou pedidos de CPI protocolados pelos deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) para dizer que é mentira que a esquerda não quer a investigação parlamentar. Na direita, o pedido que busca assinaturas é o do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).

Como foi citado nominalmente, Flávio obteve direito de resposta. Nela, falou sobre o envolvimento do Banco Master com o CredCesta, na Bahia, além de citar a reunião entre Vorcaro e o presidente Lula (PT).

“Quem tem que dar explicações é o seu chefe. […] O Lula é sócio, conselheiro ou é só amigo? […] O seu chefe é ladrão, abre seu olho, rapaz”, concluiu.

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Relembre a cronologia da relação entre Flávio e Vorcaro

No dia 13 de maio, o portal The Intercept divulgou mensagens de texto e áudio ocorridas em 16 de novembro de 2025, dois dias antes da liquidação extrajudicial do Master e da prisão preventiva de Vorcaro em Guarulhos. No áudio, o filho de Bolsonaro disse saber que o banqueiro estava “passando por um momento dificílimo”, mas que precisaria cobrar pelo patrocínio ao filme Dark Horse.

Na tarde da divulgação, Flávio foi questionado por um jornalista e rebateu: “É mentira. De onde você tirou isso? Ah, irmão, pelo amor de Deus. Aos jornalistas, bom trabalho e militante… De onde você tirou isso? É dinheiro privado”.

Em 19 de maio, o portal Metrópoles divulgou que Flávio se encontrou com Vorcaro entre 29 de dezembro e 5 de dezembro, período entre a saída do banqueiro da prisão e o anúncio de que o senador substituiria seu pai na corrida ao Planalto.

Flávio admitiu, mas justificou: “Fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história e dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”.

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