Integrantes do PT e do grupo Prerrogativas acionaram o Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (19) para investigar o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”. O objetivo é impedir o lançamento da produção sobre Jair Bolsonaro sob suspeita de uso de recursos irregulares para fins eleitorais.
Qual é a principal acusação contra a produção do filme?
Os autores da ação apontam a existência de uma suposta engrenagem de financiamento político paralelo. A suspeita surgiu após o vazamento de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro cobraria recursos do banqueiro Daniel Vorcaro para a obra. Alega-se que o esquema pode envolver caixa 2, lavagem de dinheiro e doações empresariais indiretas para beneficiar o campo político de Bolsonaro nas eleições de 2026.
Por que o lançamento em setembro de 2026 é questionado?
Para os petistas e advogados do Prerrogativas, o lançamento estratégico às vésperas da eleição presidencial transforma o filme em um ativo de campanha. Eles argumentam que uma superprodução com ator internacional tem o poder de influenciar a agenda pública e mobilizar eleitores de forma desequilibrada, gerando uma vantagem comunicacional que não seria contabilizada oficialmente pela Justiça Eleitoral.
Existe algum caso anterior que fundamente esse pedido?
Sim. A ação cita como exemplo uma decisão de 2022, quando o TSE proibiu a divulgação de um documentário da produtora Brasil Paralelo sobre o atentado contra Bolsonaro pouco antes do segundo turno. Naquela ocasião, a Corte entendeu que a obra poderia explorar um tema eleitoral sob a roupagem de documentário, e os autores agora pedem que a mesma lógica de proteção à igualdade de chances seja aplicada.
Quais órgãos foram acionados para ajudar na investigação?
Além do TSE, o pedido solicita que a Polícia Federal, o Banco Central, a Receita Federal e o Coaf sejam envolvidos. A ideia é que essas instituições verifiquem possíveis crimes financeiros e fraudes cambiais, já que o financiamento envolveria estruturas empresariais estrangeiras e fundos no exterior. O objetivo é mapear a origem real dos R$ 134 milhões previstos para o orçamento da produção.
Como esse episódio está sendo usado na disputa política atual?
O governo já confirmou que pretende explorar o caso na campanha de reeleição do presidente Lula para desgastar a oposição. Enquanto isso, parlamentares governistas tentam incluir Flávio e Jair Bolsonaro em inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Eles sugerem que o dinheiro do filme pode ter financiado articulações internacionais contra as instituições brasileiras e o Poder Judiciário.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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