Moradores de Cuba têm revirado contêineres de lixo que estão espalhados pelas diversas cidades da Ilha em busca de comida em meio ao agravamento da crise alimentar no país, segundo reportagem do portal cubano Martí Notícias. A cena se tornou frequente em cidades como Havana, Santiago de Cuba, Holguín e Santa Clara, onde a escassez de alimentos, a inflação e os baixos salários empurram parte da população para uma rotina de sobrevivência.
De acordo com o portal, as pessoas que procuram comida no lixo costumam ficar perto de contêineres usados por restaurantes, cafeterias e residências privadas, esperando o descarte de restos de alimentos para revirar os resíduos quase imediatamente.
A reportagem relata que essas pessoas têm disputado restos de pizza, macarrão, ossos de frango, enlatados e pães descartados. Também há registros de crianças recolhendo iogurtes vencidos em lixões.
O analista e historiador cubano Boris González Arenas afirmou ao Martí Notícias que a situação é resultado de decisões do regime comunista que reduziram o acesso da população a alimentos básicos. González Arenas classificou a situação como “um crime de lesa-humanidade” e disse que os responsáveis deveriam responder perante um tribunal.
Em Cuba, salários e outros benefícios equivalem, atualmente, a cerca de US$ 15 (R$ 75) no câmbio real, enquanto uma cesta básica no mercado informal pode superar US$ 200 (cerca de R$ 1 mil).
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse recentemente em entrevista à Fox News, que os cubanos estão “literalmente comendo lixo nas ruas” enquanto a riqueza do país permanece concentrada em estruturas controladas pelo regime.
Autoridades cubanas, por outro lado, já negaram em diferentes ocasiões a existência de pessoas em pobreza extrema buscando comida no lixo.
Cuba vive atualmente sob forte pressão dos EUA para que realize mudanças no país. Nesta segunda-feira (18), o governo do presidente Donald Trump ampliou as sanções contra o regime cubano e mirou estruturas financeiras ligadas aos militares, incluindo o GAESA, grupo apontado por Washington como peça central no controle de recursos da ilha. Na semana passada, o secretário Rubio disse que os EUA ofereceram ajuda humanitária ao povo cubano por meio da Igreja Católica, mas o regime rejeitou a proposta.
VEJA TAMBÉM:


