Pirenópolis, em Goiás, consolida-se como destino de ecoturismo e história em 2026. Fundada por bandeirantes em 1727, a cidade atrai mais de 1,3 milhão de visitantes anuais com suas 80 cachoeiras e patrimônio colonial tombado, enfrentando agora o desafio de expandir com sustentabilidade.
Como surgiu a cidade de Pirenópolis?
A cidade nasceu em 7 de outubro de 1727, durante o século XVIII, quando bandeirantes portugueses e paulistas descobriram jazidas de ouro às margens do Rio das Almas. O local, originalmente chamado de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, tornou-se um acampamento de garimpeiros e um dos principais centros de extração de minério para a coroa portuguesa na região central do Brasil.
Quais são as principais atrações históricas para visitar?
O grande marco é a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída há quase 300 anos e tombada pelo Iphan em 1941. Além dela, o Museu das Lavras de Ouro oferece uma imersão no passado, permitindo que os visitantes conheçam ruínas de garimpos antigos, canais de lavagem de ouro feitos de pedra e ferramentas originais daquela época.
O que o destino oferece para os amantes da natureza?
A região conta com mais de 80 cachoeiras catalogadas. Entre as mais famosas estão a do Rosário, com uma queda livre de 42 metros, a do Abade e a do Bonsucesso. Para quem busca altitude, o Pico dos Pireneus chega a 1,3 mil metros, oferecendo vistas de Anápolis e Brasília. Há também atividades como trilhas, voos de balão e experiências gastronômicas em fazendas tradicionais.
Qual é a melhor época para planejar a viagem?
Pirenópolis mantém o turismo movimentado o ano todo. Janeiro e julho são meses de lotação máxima devido às férias. No entanto, o período entre maio e setembro é muito valorizado pelos visitantes. Nesses meses, o clima mais seco favorece as trilhas e a contemplação do pôr do sol, além de ser a época ideal para aproveitar as festas locais e os eventos culturais.
Por que o crescimento do turismo preocupa as autoridades locais?
Com uma população de apenas 26 mil habitantes, a cidade recebe 1,3 milhão de turistas anualmente. Esse volume assusta o setor, que teme a perda de qualidade no atendimento e o impacto ambiental. A Associação dos Atrativos Turísticos defende que é necessário um planejamento integrado entre prefeitura e empresários para organizar o crescimento e garantir que a infraestrutura suporte a demanda sem prejudicar a experiência do visitante.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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