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129 milhões de figurinhas: STF lança Álbum da Democracia

Álbum da Democracia: troco meu Zanin carimbado por seu Tagliaferro. Topa? (Foto: ChatGPT)

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Depois de o TSE lançar o mascote Pilili, agora é a vez de o STF tentar seduzir a petizada (e também a petezada) com mais um produto infantil. É o Álbum da Democracia, que pretende rivalizar com o tradicional Álbum da Copa do Mundo na preferência dos colecionadores e dos jogadores de bafo. Mas, em se tratando de STF, claro que já tem gente falando mal. Tem gente falando que é impossível completar o álbum. Afinal, são 129 milhões de figurinhas!

Mantendo o tom autocongratulatório, o álbum tem como atração principal, claro, a imagem dos ministros da composição atual do STF.  Eles são as figurinhas carimbadas de antigamente, aquelas holográficas, mais raras e por isso mais valiosas tanto nas rodas de bafo quanto nas tenebrosas transações que a gente sabe que acontecem em Brasília. Mas o apelo do Álbum da Democracia não está apenas no sorriso resplandecente do ministro Gilmar Mendes, na calva já icônica do ministro Alexandre de Moraes, no bigodinho nelsonrodrigueano de Edson Fachin ou nas madeixas fartas da peruca de Luiz Fux. Claro.

Ex-futuro ministro

Por isso, ao lado da imagem de cada ministro há espaço também para figurinhas de personagens importantes para a consolidação da democracia relativa brasileira, como Viviane Barci, Daniel Vorcaro, Rodrigo Pacheco e Lula. Tem até Randolfe Rodrigues e Zé Dirceu! Outras figurinhas fazem alusão a aspectos mais prosaicos do noticiário recente envolvendo o STF, como abraços no Gilmarpalooza, Toffoli tomando sol no resort Tayaya, o PGR se fartando de Macallan em Londres, Dino visitando uma comunidade no Rio de Janeiro e Cármen Lúcia comendo pipoca enquanto assiste a um documentário da Brasil Paralelo.

Por fim, o Álbum da Democracia traz um encarte especial com personagens antidemocráticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, a perigosa golpista Débora do Batom, a família Mantovani e este cronista. Quanto às páginas previamente destinadas à exaltação da vida e obra do ex-futuro ministro Jorge Messias, os responsáveis pelo Álbum da Democracia pedem desculpa pelo vacilo e avisam que cromos com a fuça do Messias poderão ser trocados depois que Lula indicar uma mulher negra e trans para o STF. E, antes que me esqueça, tenho uns Zanins sobrando aqui. Troco por um Tagliaferro ou um Sebastião Coelho dando tapinhas na cara do Lula. Topa?

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