Está em cartaz nos cinemas desde a última quinta-feira (14) o filme “A Colisão dos Destinos”, documentário que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro desde a infância até a chegada à Presidência da República. O produtor do filme, Doriel Francisco, falou ao programa Café com a Gazeta, da Gazeta do Povo, sobre sua realização e também as dificuldades do projeto.
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“A Colisão dos Destinos” entrou em cartaz em salas de cinema de 17 estados. Apesar disso, Doriel revelou que tem enfrentado dificuldades para conseguir espaços para exibição. “Tive dificuldade com as grandes redes exibidoras, nenhuma delas aceitou exibir o filme”, conta. Em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, não há salas exibindo a produção.
“A meu ver é ignorância da parte deles [as grandes redes exibidoras]. Não é um filme político, é um filme que trata da história do Jair, que humaniza a figura do ex-presidente”, defende o produtor. “As pessoas estão indo até os cinemas cobrar que o filme seja exibido, não há por que não colocá-lo em cartaz.”
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Produção traz depoimentos de familiares, amigos e aliados políticos
“A Colisão dos Destinos” acompanha a vida privada do ex-presidente Jair Bolsonaro a partir de depoimentos de familiares, amigos e aliados políticos. Entre os depoimentos presentes na produção estão os dos filhos Carlos, Eduardo e Flávio. Clique aqui para assistir ao trailer oficial.
A produção chega às telas em meio à repercussão das mensagens trocadas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro que discutiam o financiamento de “Dark Horse”, filme de ficção que reconstitui a trajetória política de Bolsonaro. “Estão fazendo uma tempestade gigantesca sobre isso porque sabemos que o audiovisual brasileiro é dominado pela esquerda. E pela primeira vez estamos trazendo dois filmes falando do Jair Bolsonaro, isso mexe com eles”, avalia Doriel.
Para a produção de “A Colisão dos Destinos”, Doriel Francisco diz ter utilizado somente recursos próprios, sendo, inclusive, obrigado a vender um carro e um terreno. “Não teve nenhum real de patrocínio público ou privado. Foi um investimento todo meu, com apoio de uma equipe que abraçou esse projeto com muita garra”, destaca.
Doriel acredita ainda que é preciso que os empresários conservadores invistam mais na cultura. “É isso que vai promover o despertar crítico dos jovens conscientes, senão vamos continuar vendo valores invertidos e histórias distorcidas. O empresário tem que ter essa percepção de investimento.”


