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Trump avalia anexar a Venezuela, diz emissora

Uma reportagem da emissora americana Fox News publicada nesta segunda-feira (11) revelou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “avalia seriamente” a possibilidade de anexar a Venezuela e tornar o país sul-americano o “51º estado americano”. Segundo a Fox, a avaliação ocorre porque Trump está “atraído pelas reservas de petróleo do país”, estimadas em US$ 40 trilhões (R$ 196,4 trilhões, na cotação mais recente).

De acordo com a Fox, Trump disse em uma ligação com a emissora que é “popular” entre os venezuelanos e citou o petróleo como uma das razões para considerar a medida.

Atualmente, os EUA estão praticamente coordenando a transição política venezuelana, iniciada após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas em janeiro. Após a queda do ditador, sua vice no comando do regime chavista, Delcy Rodríguez, assumiu o poder e, desde então, vem realizando diversas reformas, inclusive no setor energético, para ampliar o investimento americano.

A ditadora interina não recebeu em tom positivo a informação sobre o interesse de Trump em transformar a Venezuela no 51º estado dos EUA. De Haia, onde participava de uma sessão na Corte Internacional de Justiça (CIJ), Rodríguez afirmou que o país “continuará a defender sua integridade, sua soberania, sua independência e sua história”, acrescentando que a Venezuela “não é uma colônia, mas um país livre.”

Do ponto de vista legal, a medida avaliada por Trump pode esbarrar em obstáculos consideráveis. Segundo o jornal USA Today, a Constituição americana exige aprovação do Congresso e o consentimento do próprio território alvo de anexação para que um novo estado seja admitido à União, condição que o regime venezuelano aparentemente já descartou.

Além da Venezuela, Trump já sinalizou nos últimos meses interesse em anexar ou adquirir outros territórios, como a Groenlândia e o Canadá.

Com o governo Trump agora influenciando diretamente o setor petrolífero venezuelano, as exportações de petróleo do país chegaram em abril a mais de 1 milhão de barris por dia, o maior nível desde 2018, conforme apontou a Fox News.

Procurada pela emissora, a Casa Branca não detalhou como funcionaria um eventual plano para transformar a Venezuela em parte permanente dos Estados Unidos.

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