Um vídeo antigo onde o investidor Warren Buffett defende um plano para zerar a dívida pública americana em cinco minutos voltou a circular nas redes sociais após contar com o apoio do senador republicano Mike Lee e do empresário Elon Musk, dono da rede social X e CEO da SpaceX e da Tesla.
No vídeo, uma entrevista concedida por Buffett à emissora americana CNBC em 2011, o investidor afirma que a solução para acabar com a dívida pública dos EUA em “cinco minutos” é simples: “Basta aprovar uma lei que diga que, sempre que o déficit superar 3% do PIB [Produto Interno Bruto], todos os membros do Congresso em exercício ficam inelegíveis para a reeleição. Assim, os incentivos passam a estar no lugar certo”, disse.
Em junho do ano passado, o senador Mike Lee fez um post no X com uma pergunta aos seguidores: “Vocês apoiariam essa lei?” A publicação atraiu a atenção de Musk, que respondeu em poucas palavras: “100%. Este é o caminho”.
Atualmente, a dívida pública dos Estados Unidos já chegou na casa dos US$ 31,27 trilhões (R$ 153,6 trilhões, na cotação mais recente) – o equivalente a mais de 100% de toda a economia do país, cujo PIB está estimado em US$ 31,22 trilhões (R$ 153,3 trilhões), segundo o think tank Comitê para o Orçamento Federal Responsável (CRFB, na sigla em inglês), com base em dados do Escritório de Análise Econômica americano. É a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que a dívida supera o tamanho da economia americana.
A lógica da proposta defendida por Buffett é simples: em vez de o Congresso criar regras fiscais complexas ou ficar discutindo cortes de gastos e aumento de impostos, ele propõe ligar diretamente o futuro político dos congressistas à saúde financeira do país. Se a dívida crescer além do limite, os parlamentares perdem o direito de disputar a reeleição.
Além de Musk e Mike Lee, a proposta também foi apoiada por outras figuras influentes. Segundo a revista Fortune, entre os também apoiadores da proposta estão o fundador da gestora de investimentos Bridgewater, Ray Dalio, e o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. Ambos apoiam a criação de uma meta para limitar a dívida pública a 3% do PIB. Em janeiro deste ano, segundo a imprensa americana, um grupo bipartidário de parlamentares chegou a apresentar uma resolução nesse sentido no Congresso – mas sem o mecanismo de punição proposto por Buffett.
Para virar lei, uma proposta neste sentido precisaria ser aprovada como emenda constitucional, o que exige o voto favorável de dois terços do Congresso e a ratificação de três quartos dos estados americanos.
VEJA TAMBÉM:


