Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã, pede “garantias” por parte da FIFA, e não dos Estados Unidos da América, em como as dez condições impostas vão ser respeitadas.

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10/05/2026 07:28 ‧
há 31 minutos
por Notícias ao Minuto Brasil
Esporte
Mehdi Taj, presidente da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI), concedeu neste domingo uma longa entrevista à agência nacional WANA, na qual revelou parte das dez condições impostas para que o país participe da Copa do Mundo FIFA de 2026, após o conflito com os Estados Unidos, um dos países-sede do torneio.
“Uma das questões mais importantes é que os vistos devem ser emitidos para todos os membros da equipe, sem qualquer exceção, e todos devem poder entrar em igualdade de condições. Houve conversas sobre alguns indivíduos possivelmente não receberem vistos, mas nós não somos convidados do país anfitrião, somos convidados da FIFA, e a FIFA deve garantir isso”, afirmou.
“Outra condição importante é que, depois da emissão dos vistos, nenhuma entrevista adicional ou restrição seja imposta aos membros da equipe. Além disso, nenhuma bandeira ou símbolo não relacionado deve estar presente dentro dos estádios”, continuou, também exigindo respeito ao hino iraniano.
“Competições anteriores mostraram que às vezes surgem problemas nesse aspecto, então essa questão deve ser totalmente respeitada (…). Essas garantias devem ser dadas pela FIFA e depois comunicadas às equipes por meio da FIFA, e não diretamente pelo país anfitrião”, completou.
“Já se passaram dez dias desde que voltamos do Canadá, mas nossas bagagens ainda não foram devolvidas”
Mehdi Taj também destacou a importância de evitar novos episódios como o ocorrido na semana passada, quando uma delegação da Federação de Futebol da República Islâmica do Irã teve a entrada barrada no Canadá — outro país-sede da Copa ao lado dos Estados Unidos e do México — e precisou retornar a Teerã, o que levou a um pedido de desculpas da FIFA.
“Estou preocupado com a Copa do Mundo. Se fomos tratados dessa maneira no Canadá, e isso não for levado a sério, a situação nos Estados Unidos pode ser ainda pior. Já se passaram dez dias desde que voltamos do Canadá, mas nossas bagagens ainda não foram devolvidas. Não faço ideia do que aconteceu com as nossas malas”, lamentou.
Nesse sentido, ele afirmou estar trabalhando para reservar “um voo direto da Turquia para os Estados Unidos, através de companhias aéreas iranianas”, para evitar problemas semelhantes.
Será justamente na Turquia que a seleção fará o último período de preparação antes do início da Copa do Mundo FIFA de 2026, em um estágio que deverá durar entre dez e quinze dias.
“Durante esse período, o processo de emissão dos vistos deve estar totalmente concluído, porque os vistos ainda não foram emitidos para todos os membros da equipe e já não resta muito tempo (…). Esses são requisitos normais para sediar competições internacionais, mas, devido às sensibilidades relacionadas à realização de um torneio nos Estados Unidos, precisam ser cuidadosamente analisados”, alertou.
“Em relação ao processo de vistos, pedimos que os procedimentos sejam realizados em Ancara e, se possível, que a exigência de impressões digitais seja dispensada, para que os vistos possam ser emitidos mais rapidamente e no menor prazo possível”, acrescentou o dirigente.
“O nosso objetivo é que a seleção nacional entre na Copa do Mundo sem preocupações administrativas ou logísticas, permitindo que todo o foco esteja voltado para a preparação técnica e o desempenho durante o torneio”, concluiu.
Vale lembrar que o Seleção Iraniana de Futebol está no Grupo G da Copa do Mundo FIFA de 2026, ao lado de Seleção da Nova Zelândia, Seleção Egípcia de Futebol e Seleção Belga de Futebol.
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