No programa Última Análise desta quinta-feira (07), os convidados falaram a respeito da operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira. As investigações sugerem que o senador recebia uma “mesada” de Daniel Vorcaro, variando entre R$ 300 mil e R$ 500 mil reais, além de ter despesas de luxo, como hotéis e voos privativos, custeadas pelo banqueiro.
“A ação está fundamentada em fatos, todos tirados de celulares das investigações e até encontraram pagamento em dinheiro. Há empréstimo de imóvel de luxo, hotel e conversas mostrando a preocupação de pagar pro Ciro Nogueira”, afirma a advogada Fabiana Barroso.
Como contrapartida aos benefícios do Master, Nogueira teria atuado politicamente em prol do Banco Master, apresentando projetos como a emenda que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R250 mil para R$ 1 milhão de reais, em favor da instituição.
“Em termos de relevância política, Ciro Nogueira ser alvo é como se batessem na porta de um Dias Toffoli, ou alguém próximo ao governo Lula. É uma figura importante”, disse o escritor Francisco Escorsim.
Mendonça nega acesso à delação
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou nesta quinta-feira (7) que ainda não teve acesso à proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O gabinete do ministro divulgou uma nota após matérias jornalísticas informarem que ele teria sinalizado aos advogados de Vorcaro que não pretende homologar o acordo.
“Mendonça sinaliza que o objetivo não é fazer uma decisão espalhafatosa, para sair em jornal. Nem deve fazer uma delação a toque de caixa, só por falar que fez. Primeiro, ele vai passar a limpo todos os casos”, elogiou Escorsim.
O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.


