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Número 2 da Fazenda não vê margem para socorro ao BRB com aval do Tesouro

O secretário-executivo do ministério da Fazenda, Rogério Ceron, analisou que uma garantia do Tesouro Nacional para um empréstimo ao governo do Distrito Federal (GDF), com intuito de socorrer o Banco de Brasília (BRB), só ocorreria a título de exceção. Ceron avalia que, sem esta garantia e considerando a situação fiscal do Executivo distrital, os bancos não emprestariam os recursos solicitados.

“Hoje, o GDF não tem capacidade de fazer uma operação de crédito sem aval do Tesouro; e, sem o aval do Tesouro, ninguém vai dar crédito para o GDF, pela situação fiscal que ele tem. Mas, hoje, não tem comoEstado de São Paulo nesta quinta-feira (7).

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O BRB enfrenta uma crise de caixa após a aquisição de ativos fraudulentos do Banco Master. De acordo com a Polícia Federal (PF), a passagem dos títulos sem lastro só teria ocorrido graças à facilitação do ex-presidente da estatal, Paulo Henrique Costa. Em troca, ele teria acertado o recebimento de seis imóveis de luxo avaliados em R$ 146 milhões.

Ceron ainda repetiu o posicionamento do ministro Dario Durigan de que o BRB seria “problema do GDF”. A fala caminha no sentido de descartar uma possibilidade de federalização da estatal. Para o secretário-executivo, a garantia a ser oferecida pelo crédito de até R$ 6,6 bilhões poderia vir da parcela do DF no Fundo de Participação dos Estados (FPE) ou do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

“Não tem nenhuma decisão, hoje, de ajudar ou não ajudar. Mas isso não é um problema do governo federal, é um problema do GDF. Toda a situação do BRB, pelo que está sendo noticiado, tem relação com o Banco Master. Isso é importante de separar”, concluiu.

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