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Master e BRB: investigação explode no governo do DF

BRB venderá R$ 15 bilhões em ativos herdados do Master à gestora Quadra Capital para tentar conter crise de liquidez. (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

Mais uma vigarice envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB), desta vez ligada a Daniel Vorcaro e ao Banco Master, teria ocorrido no segundo semestre de 2024. O Banco de Brasília, instituição estatal, comprou R$ 9,9 bilhões em títulos. No entanto, o valor real seria entre R$ 2,2 bilhões e R$ 2,4 bilhões menor. Apenas nessa operação, alguém teria recebido um ágio de R$ 2,4 bilhões. É o que aponta a Polícia Federal.

O governador Ibaneis Rocha se licenciou para disputar o Senado, mas sumiu. A vice-governadora Celina Leão (PP) assumiu o comando e deve estar em desespero, já que a situação do banco piora a cada dia. Ficou muito claro que o governo de Brasília se empenhou e pressionou a Câmara Legislativa para aprovar a compra do Banco Master.

Não se tratava da compra dos títulos, que já haviam sido adquiridos anteriormente, mas da aquisição do próprio banco, após a operação marcada pela diferença de R$ 2,4 bilhões. O governo encaminhou a proposta ao Legislativo, pressionou e conseguiu aprová-la por 14 votos a 10. Ainda assim, a compra não saiu por causa do Banco Central.

Inflação pressiona governo Lula e cenário eleitoral

A situação também se complica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O boletim Focus, do Banco Central, projeta inflação fora da meta e já acima do máximo admissível. A meta oficial é de 3%, com tolerância de até 4,5%. Porém, a partir de junho, esse teto deve ser rompido, avançando na direção de outubro e, consequentemente, das urnas.

Lá atrás, Lula foi beneficiado pela conjuntura econômica. Não tinha relação direta com isso, mas foi beneficiado. Agora, ao que tudo indica, a conjuntura voltou para cobrar a conta. Veio o refluxo.

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STF, código de ética e desgaste institucional

O PT cobra um código de ética para o Supremo Tribunal Federal (STF) e se posiciona ao lado de Edson Fachin, em oposição a Flávio Dino. Isso porque Dino teria apresentado uma proposta que embute críticas ao projeto de Fachin e, na prática, amplia ainda mais o poder da Corte. Para o Supremo ter mais poder, seria preciso perguntar ao povo se ele deseja conceder esse poder adicional.

As pesquisas indicariam justamente o contrário: a população confia cada vez menos no Supremo. A falta de confiança já teria ultrapassado a metade dos brasileiros, reflexo de uma atuação que deveria enquadrar as leis na Constituição, e não enquadrar a Constituição nos desejos do próprio Supremo.

A Constituição é intocável. Só pode ser modificada, desde que não envolva cláusulas pétreas, por aqueles que detêm o poder constituinte derivado: os representantes eleitos no Congresso Nacional. Por isso, qualquer mudança exige votação em dois turnos e apoio qualificado de 60% dos membros de cada Casa Legislativa.

E o código de ética, afinal, serviria para quê? Para fazer moda durante alguns anos, cortar penduricalhos, afastar parentes e fechar escritórios ligados a familiares. Advogados reclamam da concorrência desleal desses escritórios. Faz-se então uma devassa, uma caça às bruxas e, depois, com o passar do tempo, tudo cai no esquecimento e volta a ser como antes. Pelo menos é o que eu tenho visto nesse tempo de vida desde 1940.

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