O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (16) sanções contra cinco pessoas e sete empresas que operam no setor aurífero da Nicarágua, por, segundo a pasta, ajudarem o regime do ditador Daniel Ortega e de sua esposa, Rosario Murillo (“copresidente” da ditadura sandinista), a gerar dinheiro para manter o controle político no país centro-americano.
Dois dos alvos das sanções são filhos de Murillo e Ortega: Maurice Facundo Ortega Murillo, delegado presidencial da Nicarágua para o Esporte; e Daniel Edmundo Ortega Murillo, chefe do Conselho de Comunicação e Cidadania da Nicarágua.
Os outros indivíduos sancionados são Santiago Hernan Bermudez Tapia, vice-ministro de Energia e Minas; Nelson Francisco Sobalvarro, representante legal da Compania Minera Internacional, Sociedad Anonima (Comintsa, na sigla em espanhol); e Lester Matus Tamariz, advogado cujos serviços notariais, segundo o Ofac, facilitaram e agilizaram concessões de mineração para a empresa de capital chinês Zhong Fu, uma das companhias visadas pelas sanções aplicadas nesta quinta-feira.
“A ditadura de Murillo-Ortega tem buscado abastecer seus próprios cofres por meio do uso dessas empresas de ouro e cúmplices, confiscando investimentos americanos na Nicarágua e utilizando-os para gerar fundos e manter seu poder político”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado.
“Os Estados Unidos não permitirão a confiscação ilícita de bens de propriedade americana e continuarão a visar as fontes de receita que fortalecem o regime corrupto de Murillo-Ortega”, acrescentou.
As medidas do Departamento do Tesouro incluem bloqueio de todos os bens dos visados que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de americanos; bloqueio de empresas ou outras organizações que tenham participação de 50% ou mais dos citados; e proibição de pessoas nos Estados Unidos ou em trânsito no território americano de fazer transações financeiras e comerciais com os sancionados, exceto em caso de licença emitida pelo OFAC.
Outro filho de Murillo e Ortega, Laureano Ortega Murillo, já havia sido alvo de sanções do Tesouro americano em abril de 2019.
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