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Braço direito de Vorcaro tem morte cerebral após tentar suicídio na PF

Atualização

A morte de Luiz Phillipi Moraes Mourão havia sido confirmada por fontes a par do caso à Gazeta do Povo. Posteriormente, foi informado que o hospital em que ele estava internado iniciou o protocolo para confirmar a morte cerebral.

Atualizado em 04/03/2026 às 22:03

Braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, Luiz Phillipi Moraes Mourão, o Felipe Mourão, está em protocolo de morte cerebral nesta quarta-feira (3), em Belo Horizonte (MG). Ele foi hospitalizado após tentar suicídio sob custódia da Polícia Federal (PF) na Superintendência do órgão em Minas Gerais.

A informação sobre a morte foi antecipada pelo jornal Folha de S.Paulo e depois confirmada pela Gazeta do Povo com pessoas a par das investigações. Mourão foi encaminhado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, que é de responsabilidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), entidade é vinculada à Secretaria de Saúde do Estado. A reportagem entrou em contato para pedir informações sobre a morte e a pasta não confirmou e nem desmentiu o fato.

“Em conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a Fhemig não pode disponibilizar qualquer dado individualizado que diz respeito à privacidade do paciente”, escreveu a pasta.

A PF emitiu uma nota mais cedo, dizendo que ele havia sido prontamente atendido após atentar contra sua vida. Não há detalhes sobre como ele atentou contra sua própria vida. Após a notícia sobre a morte de Mourão, a PF emitiu nota dizendo que não confirma “notícias veiculadas na imprensa que atestam a morte do custodiado”. “Informações sobre o estado de saúde do preso serão informadas após atualização da equipe médica”.

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Mourão foi preso em meio à “Operação Compliance Zero 3”. As investigações mostraram que Vorcaro contratou Mourão, conhecido como “sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva para obter informações, monitorar pessoas e levantar dados “considerados relevantes para os interesses do grupo”, além de coagir alvos como ex-funcionários e jornalistas.

Os suspeitos mantinham um grupo de Whatsapp chamado de “a turma”. Quatro pessoas constam na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça como monitoradas pela quadrilha, mas o número de alvos pode passar de 20, segundo apurou a Gazeta do Povo. O empresário destinaria R$ 1 milhão por mês para financiar as atividades do grupo.

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