Gianluca Prestianni colocou a camiseta em frente à boca durante discussão com Vinicius Júnior, que se revoltou e correu até o árbitro para realizar a acusação de racismo contra o argentino

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19/02/2026 16:24 ‧
há 35 minutos
por Folhapress
Esporte
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após a acusação de racismo praticado contra Vinicius Júnior em um jogo da Liga dos Campeões, um painel da Fifa formado por ex-jogadores discute a possibilidade de punir atletas que cobrirem a boca para esconder xingamentos durante jogos. A ação é comum entre jogadores para evitar a leitura labial.
Vinicius Júnior acusou Gianluca Prestianni, do Benfica, de racismo. O atacante argentino colocou a camiseta em frente à boca durante discussão com o brasileiro, que se revoltou e correu até o árbitro para realizar a acusação. O camisa 25 do Benfica nega.
Jogadores do Real Madrid dizem ter ouvido argentino chamar Vini de ‘macaco’. Um deles foi Kylian Mbappé, que deu entrevistas após a partida e afirmou que Prestianni teria proferido o insulto racista “cinco vezes”.
Painel de Voz aos Jogadores da Fifa discute punições. Segundo Mikaël Silvestre, ex-defensor do United e da seleção francesa, o grupo formado por ex-jogadores já busca possíveis soluções para casos como o da última terça-feira.
“Nosso grupo de WhatsApp estava bombando ontem à noite e até hoje de manhã. Estamos tratando de buscar vias para sancionar os jogadores que taparem a boca. Uma coisa é falar de algo tático com companheiros ou ter uma discussão casual, mas estava claro o ódio de um jogador a outro. Possivelmente, vamos precisar sancionar este tipo de conduta, se você coloca a mão em frente à boca ou cobre com a camisa, como ele (Prestianni) fez”, disse Mikaël Silvestre, ex-defensor do United e da seleção francesa, à Sky Sports.
O painel conta com 16 ex-jogadores e jogadoras, como Didier Drogba, Emmanuel Adebayor, Blaise Matuide, George Weah e até a brasileira Formiga, além de Silvestre. Segundo a Fifa, o grupo tem o objetivo de “monitorar e aconselhar sobre a implementação de iniciativas e ações” contra o racismo.
O ex-defensor da seleção francesa também disse que é difícil para o árbitro provar o que aconteceu para que haja uma investigação rápida. “Acho que desta vez há algumas testemunhas. Mbappé se apresentou e disse que ouviu claramente o que o jogador falou. Pelo menos neste caso, podemos ter depoimentos”, afirmou.
O jogo de volta é em sete dias, e se for possível provar algo, o jogador (Prestianni) não deveria atuar. Deveria haver uma grande suspensão, ir a um programa de educação porque este tipo de conduta não é possível. Mikaël Silvestre, ex-defensor do United e da seleção francesa.

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Folhapress | 15:24 – 19/02/2026
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