O ataque à Venezuela tem características de uma ação de forças especiais para capturar o ditador Maduro e não de uma invasão de larga escala com o objetivo de dominar o país militarmente, segundo analistas militares e informações já divulgadas pela Casa Branca. Possivelmente essa deve ser uma das maiores operações de forças especiais, comparável à ação que matou o terrorista Osama Bin Laden em 2011.
As ações foram uma combinação de bombardeios aéreos contra bases militares, aeroportos e portos na Venezuela e ações terrestres forças de commandos, unidades de infantaria leve altamente treinadas e equipadas. Semanas antes, entre a esquadra americana estacionada no Mar do Caribe foi identificado o chamado “Navio Fantasma”, o navio de containers Ocean Trader, o quartel-general flutuante das forças especiais americanas.
O transporte dessas tropas foi feito por helicópteros pesados Chinook, escoltados por caças e helicópteros de ataque, que já haviam sido vistos na região. As aeronaves possivelmente partiram de navios do porta-helicópteros Iwo Jima ou do grupo de combate do porta-aviões Gerald Ford.
Enquanto as tropas atuavam no terreno durante a madrugada, ataques lançados de caças bombardeiros e navios tiveram o objetivo de imobilizar as tropas venezuelanas e evitar uma reação.
Veja abaixo quais são os alvos conhecidos até agora da operação.
Base aérea em La Carlota
A base de La Carlota é um aeroporto militar usado pelo governo de Maduro dentro da área urbana, na região leste de Caracas. Ele pode ter sido o principal ponto de entrada de commandos (forças especiais) para a captura do ditador Nicolás Maduro por sua proximidade a instalações estratégicas na capital venezuelana onde o ditador poderia estar escondido.
Há relatos de que os EUA fizeram uso de grande número de helicópteros Chinook, aeronaves capazes de transportar mais de 10 mil quilos – cinco vezes mais que os helicópteros Black Hawk. A carga de cada aeronave pode ser de até 55 soldados ou um pequeno carro de combate blindado. Possivelmente, os EUA desembarcaram tropas e blindados em La Carlota e seguiram para algum alvo por terra.
Base militar Forte Tiuna
O forte Tiuna é a principal base do Exército da Venezuela. Ela fica no sul de Caracas e também abriga a Academia Bolivariana Militar. Sua neutralização por ataques aéreos seria uma forma de imobilizar tropas venezuelanas para dar mais liberdade de ação para commandos e forças especiais cumprirem missões em outras partes da capital.
Outras áreas de concentração de tropas na capital e antenas de comunicação também foram bombardeadas com o aparente objetivo de inviabilizar a reação venezuelana.
O Forte Tiuna é mencionado também como uma possível localização de Maduro, que vinha adotando a prática de passar a noite em diferentes locais para evitar esse tipo de captura. A instalação tem uma área residencial que inclui uma casa usada pela vice presidência do país.
Aeroporto e porto em La Guaíra
A província de La Guaíra fica ao norte da Venezuela, no litoral do Mar do Caribe. Ela abriga o aeroporto Simón Bolívar, o maior do país, e o porto de La Guaíra, que ficam a cerca de 70 quilômetros da capital.
Os ataques a essas regiões parecem ter tido função mais estratégica e secundária em relação à captura de Maduro. Por ficarem muito próximos de Caracas, o porto e o aeroporto seriam cruciais para desembarque de tropas para uma invasão mais prolongada do país. Por isso a importância desses alvos ainda não está clara na operação deste sábado (3).


