
Mato Grosso concedeu 556 subsídios habitacionais até julho de 2026, superando em 11,2% a meta de 500 benefícios prevista para todo o ano. A política habitacional do Estado estabelece prioridade para mulheres vítimas de violência doméstica, como parte das medidas de proteção e apoio à reconstrução da vida dessas mulheres.
Os dados fazem parte do relatório de monitoramento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, elaborado pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher. O levantamento reúne resultados de janeiro a 31 de julho e também registra avanços na ampliação do atendimento especializado, na prevenção nas escolas e na capacitação de profissionais.
Na área de atendimento especializado, o relatório registra a inauguração, em julho, de Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em Sorriso e Lucas do Rio Verde. Em Várzea Grande, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso passou a funcionar em regime de plantão 24 horas.
Também foram implantados núcleos especializados de plantão nas delegacias de Rondonópolis, Tangará da Serra e Primavera do Leste. Outros núcleos de atendimento às mulheres e a pessoas em situação de vulnerabilidade estão em funcionamento em Rosário Oeste, Nobres, Campo Verde, Guarantã do Norte e Terra Nova do Norte.
A Patrulha Maria da Penha registrou 44 ativações até julho, o dobro da meta prevista para o período, de 22. As ativações correspondem à ampliação da estrutura de atendimento da Patrulha em áreas cobertas por batalhões ou companhias independentes da Polícia Militar. Atualmente, o serviço está presente nos 142 municípios de Mato Grosso.
Na área de qualificação, 465 policiais civis e militares participaram de capacitações voltadas ao atendimento humanizado de mulheres vítimas de violência e de pessoas que precisam de atendimento público.
A prevenção também chegou às escolas estaduais. Até julho, 6.196 profissionais das equipes de gestão escolar foram capacitados para atuar na conscientização e no enfrentamento à violência contra a mulher. O número corresponde a aproximadamente 97% da meta estabelecida para 2026, de 6.390 profissionais.
Tecnologia e acesso à informação
Outra iniciativa registrada no levantamento é a plataforma Mulher MT, que reúne dados sobre feminicídios, homicídios de mulheres e outras ocorrências de violência. A ferramenta disponibiliza painéis interativos, gráficos e mapas, com consultas por município e região, permitindo acompanhar os registros e sua evolução ao longo dos anos.
A plataforma também reúne informações sobre os serviços da rede de proteção, orientações e materiais educativos. Pelo sistema, é possível acessar serviços para registro de ocorrência e solicitação de medidas protetivas pela internet.
O relatório também apresenta os primeiros resultados do programa Meninas que Transformam, voltado à preparação de adolescentes e jovens de 14 a 18 anos para oportunidades de trabalho em órgãos estaduais.
Desde o lançamento, o processo seletivo classificou 273 candidatas. Dez já foram convocadas para trabalhar na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), e há previsão de novas convocações ainda em 2026.
Articulação da rede de proteção
Outro avanço foi a instalação da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (RedeVIM), que passou a realizar reuniões mensais e organizar grupos de trabalho para discutir e desenvolver políticas públicas.
O levantamento também registra a instalação de sete novas Procuradorias Especiais da Mulher em Câmaras Municipais de Novo Horizonte do Norte, Confresa, Cuiabá, Nortelândia, Marcelândia, Campo Novo do Parecis e Porto Alegre do Norte.
A iniciativa integra o programa Mato Grosso em Defesa das Mulheres. Por meio da Procuradoria da Mulher, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso assumiu o compromisso de incentivar a criação de novas unidades nos municípios. Esses espaços recebem e orientam mulheres, encaminham relatos de violência ou discriminação aos órgãos responsáveis e levam demandas à rede de proteção.
Para a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, os resultados representam avanços na estrutura de atendimento e proteção.
“Quando a gente olha para esses números, não vê apenas metas cumpridas. Vê mulheres que precisam de acolhimento, segurança e oportunidade para recomeçar. Cada serviço ampliado e cada profissional capacitado pode fazer diferença na vida de alguém. Esses resultados mostram que estamos construindo uma rede mais preparada para proteger nossas mulheres”, afirmou.
Os dados do monitoramento estão disponíveis em mulher.mt.gov.br, na aba Painéis e Dados, em Monitoramento das Políticas Públicas para Mulheres. As informações foram fornecidas pelos órgãos e instituições responsáveis e abrangem o período de janeiro a 31 de julho de 2026.
Fonte: Secom – MT


