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Comissão pede ao governo convocação de auditores fiscais do trabalho

Comissão pede ao governo convocação de auditores fiscais do trabalho

Comissão pede ao governo convocação de auditores fiscais do trabalho
Órgão alerta que deficit de funcionários compromete combate ao trabalho escravo e infantil; país vive alta nas denúncias de assédio eleitoral no emprego
A Conatrae (Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo) divulgou manifesto, em 22 de outubro de 2026, pedindo ao MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) a convocação urgente de candidatos aprovados no cadastro reserva do CNU de 2024 (Concurso Público Nacional Unificado) para o cargo de auditor fiscal do trabalho. Leia a íntegra (PDF – 1 MB).
O órgão alega que o atual deficit na carreira compromete diretamente a capacidade do Estado de combater o trabalho escravo, o trabalho infantil e outras violações trabalhistas. A Conatrae tem o SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) como integrante do colegiado.
O caso ganhou destaque em razão da alta no número de denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. Segundo o MPT (Ministério Público do Trabalho), até 4ª feira (27.out), milhares de casos haviam sido registrados no país, sendo 1353 depois do 2º turno das eleições.
Segundo a Conatrae, mesmo depois das nomeações do CNU, a proporção nacional será de 1 auditor fiscal para cada 39.000 trabalhadores, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho). O índice é inferior ao de Espanha (1/10.000); Argentina (1/10.000); e Colômbia (1/19.000).
A Conatrae critica a rejeição do pleito de convocação dos aprovados no cadastro reserva. No manifesto, o órgão avalia que o MGI desconsiderou as justificativas tecnicamente fundamentadas apresentadas pelo próprio Ministério do Trabalho e Emprego sobre a necessidade de contratação.
O manifesto destaca que a recomposição do quadro é necessária também para que o Brasil cumpra obrigações internacionais. A Convenção nº 81 da OIT determina que os países mantenham número suficiente de inspetores para o exercício eficaz das funções de inspeção.
O Poder360 procurou o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, via e-mail, para perguntar se gostaria de emitir uma declaração sobre a carta. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

Fonte: Poder360

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