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Evento debate papel dos fertilizantes na segurança do agro

Evento debate papel dos fertilizantes na segurança do agro

Evento debate papel dos fertilizantes na segurança do agro
Seminário em 11 de novembro aborda os desafios na diversificação de fontes para garantir o abastecimento e fortalecer a economia
Potência agrícola mundial, o Brasil lidera a exportação de produtos como café, açúcar e soja. Por outro lado, depende da importação de um dos principais insumos que sustentam a atividade: os fertilizantes. Essa dualidade será tema do seminário “Fertilizantes: da dependência externa à resiliência do agro brasileiro”, realizado na 4ª feira (11.nov.2026), das 8h30 às 12h30, em Brasília.
O evento será transmitido ao vivo no canal do Poder360 no YouTube. As inscrições para participação presencial, com vagas limitadas, estão disponíveis neste link. O jornal digital também fará a cobertura completa do encontro.
O seminário é uma realização do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), da Potássio do Brasil e do Poder360, com o apoio da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio) e do Sinprifert (Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes).
A programação será dividida em 3 momentos. No início, abordará a importância dos fertilizantes para a segurança do abastecimento nacional. Depois, discutirá as medidas regulatórias, os investimentos e os incentivos para suplantar esse desafio estrutural. E, por fim, debaterá os meios de transformar o potencial mineral em capacidade produtiva.
Dentre os painelistas confirmados estão:
– Anderson Barreto Arruda, secretário interino de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia;
– Elias Lima, presidente do Sinprifert (Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias-Primas para Fertilizantes);
– José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social);
– Marcello Brito, membro do Conselho Estratégico da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio);
– Matthew Simpson, CEO da Brazil Potash;
– Pablo Cesário, diretor-presidente interino do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração); e
– Sérgio Leite, presidente da Potássio do Brasil.
Insumo estratégico para o país
A diversificação das fontes nacionais de suprimento dos fertilizantes é essencial para fortalecer a segurança do agronegócio e garantir o abastecimento nacional, segundo o setor. O tema ganha importância diante de instabilidades geopolíticas internacionais e da relevância do setor agropecuário na balança comercial brasileira.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, o agro registrou recorde de exportações em 2025. Somou US$ 169,2 bilhões, o equivalente a 48,5% do valor total exportado pelo país. Segundo a nota de agosto, divulgada pelo órgão, o setor segue em crescimento. Teve alta de 6,1% nos 8 primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Apesar disso, o Brasil depende do mercado internacional para abastecer o campo. O país importa mais de 80% dos fertilizantes e é o 4º maior consumidor do insumo no mundo, atrás de China, Índia e Estados Unidos. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), foram importadas 45,5 milhões de toneladas em 2025, sendo a China e a Rússia os principais fornecedores.
Para o diretor-presidente interino do Ibram, Pablo Cesário, reduzir a dependência exige investimentos estratégicos na indústria nacional, incentivos à pesquisa mineral e políticas públicas que deem segurança aos projetos do setor –intensivo em capital de longo prazo e fonte de matéria-prima dos fertilizantes minerais.
“O governo e o Congresso já reconheceram a urgência de medidas para apoiar a produção de fertilizantes e minerais críticos e estratégicos. É uma pauta de interesse nacional, para garantir soberania alimentar e econômica. O Brasil vive um momento ímpar e precisa transformar respaldo legislativo em segurança jurídica e atração de investimentos”, afirmou.
Segundo o PNF (Plano Nacional de Fertilizantes 2050), o potássio é o principal nutriente aplicado no Brasil. Representa por 38% do consumo, seguido por fósforo e nitrogênio. A produção desse insumo, porém, está concentrada em poucos países. O Canadá e a Rússia, por exemplo, representaram juntos 50% da produção mundial em 2024, com 24 milhões de toneladas.
O Brasil produziu 398 mil toneladas do insumo, de acordo com os mesmos dados da ANM (Agência Nacional de Mineração). É o equivalente a 0,8% da produção mundial. Por isso, para atender à demanda interna, o país importa 97% do potássio, o que o coloca em uma “situação vulnerável”, de acordo com o PNF.
“A forte assimetria entre a produção do agronegócio e de fertilizantes expõe o país a restrições de oferta e reforça a importância de diversificar as fontes produtivas. Ampliar a produção interna melhora a logística de abastecimento, fortalece a economia brasileira e cria emprego e renda, além de blindar a segurança alimentar do país”, disse o presidente da Potássio do Brasil, Sergio Leite.
Leia mais sobre o cenário brasileiro de fertilizantes no infográfico.
Com a produção de fertilizantes concentrada em determinados países, o mercado global fica sujeito aos efeitos de tensões geopolíticas. Conflitos como a guerra na Ucrânica, a guerra no Irã e interrupções na navegação pelo estreito de Ormuz podem afetar o comércio e pressionar os preços dos insumos.
Segundo o Plano Nacional de Fertilizantes, a instabilidade nos valores desses insumos impacta as exportações do agronegócio brasileiro ao elevar os custos de produção e reduzir a competitividade dos produtos nacionais, já que uma parcela significativa das despesas está relacionada aos fertilizantes importados.
Políticas e programas nacionais
Em setembro deste ano, para reduzir a dependência externa de insumos agrícolas e fortalecer a economia brasileira, foi sancionado o Profert (Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes). O projeto institui investimentos e benefícios fiscais para a instalação, a modernização e a ampliação de indústrias do setor.
No mesmo mês, foi criada a PNMCE (Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos), voltada ao estímulo à pesquisa, à lavra, ao beneficiamento, à transformação mineral e à mineração urbana. A medida busca fortalecer a indústria, o comércio, a distribuição e o consumo de recursos minerais no país.
Outra iniciativa voltada ao fortalecimento da cadeia de fertilizantes é o Plano Nacional de Fertilizantes, em vigor desde 2022. O PNF busca reduzir a dependência brasileira das importações desses insumos por meio da modernização e expansão da indústria e da melhoria do ambiente regulatório e de negócios.
“A nossa agropecuária opera em ciclos contínuos e demanda previsibilidade de insumos. A convergência entre o Profert, a PNMCE e o Plano Nacional de Fertilizantes favorece a pesquisa, o desenvolvimento industrial e o aproveitamento dos recursos nacionais. O desafio, agora, é a implementação célere dessas medidas para transformar diretrizes legais em benefícios reais para os produtores e o país”, afirmou Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio.
A publicação deste conteúdo foi paga pelo Ibram e pela Potássio do Brasil.

Fonte: Poder360

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