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Caiado, Flávio e Zema estudam nomes de ministros para eventual governo

Os convites feitos pelo candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) para integrar uma possível equipe ministerial ampliaram as especulações sobre os nomes que os presidenciáveis da oposição avaliam para ocupar cargos em caso de vitória nas urnas. Além de Caiado, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) também discutem os nomes para comandar os ministérios da Fazenda e da Justiça e Segurança Pública.

Questionado sobre o comando da área econômica, Caiado declarou conversar sobre o tema com o economista Armínio Fraga, que deverá ser convidado para assumir o Ministério da Fazenda, se a chapa do PSD vencer a corrida presidencial. A intenção foi reiterada por Gilberto Kassab, presidente nacional da sigla e candidato a vice-presidente na chapa com Caiado.

Fraga presidiu o Banco Central durante o segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “Tenho recorrido ao Armínio Fraga. Terminada a eleição, eu e o Kassab vamos conversar diretamente com ele e dizer: meu amigo, agora assuma e vamos trabalhar para recuperar a economia do país”, disse Caiado durante evento da pré-campanha, na quarta-feira (12).

Recentemente, o ex-governador de Goiás também revelou ter convidado o promotor do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Lincoln Gakiya para comandar a pasta da Segurança Pública, que seria criada em um eventual governo do PSD. Gakiya é um dos principais nomes no combate ao crime organizado e vive sob escolta policial por causa de ameaças de morte feitas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).

Apesar da negativa do promotor, o convite foi um aceno de Caiado ao combate às facções criminosas, após encerrar a gestão estadual com alta taxa de aprovação na segurança pública.

“Ele me disse que na função de promotor é impossível assumir esse cargo. O convite que fiz é para que haja uma identidade do perfil daquela pessoa que eu desejo à frente do ministério. […] Respeito a posição, e buscarei um perfil que tenha as mesmas características de experiência, de capacidade e de inteligência para combater o crime no Brasil”, afirmou Caiado.

Ex-integrantes do “time Paulo Guedes” são cotados por Caiado, Zema e Flávio

Ronaldo Caiado ainda disse que pretende convidar o secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, para assumir o Ministério das Pequenas e Microempresas em uma eventual gestão presidencial.

Após atuar como assessor especial de Paulo Guedes no Ministério da Economia do governo Bolsonaro, Afif coordenou a campanha de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 e a transição no Palácio dos Bandeirantes, sede do Executivo paulista. Apesar do alinhamento de Afif com o governador de São Paulo, aliado de Flávio Bolsonaro, Caiado não vê nenhum impedimento para o convite.

“É importante o estado ceder sempre um membro do governo para que ele possa ocupar o escalão nacional”, disse o candidato. Caiado e Afif disputaram a primeira eleição presidencial após a redemocratização do país, em 1989. A campanha de Afif foi coordenada por Gilberto Kassab.

Candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema tem na equipe de campanha o economista Carlos da Costa, coordenador econômico do plano de governo do mineiro. Costa também integrou a equipe do ex-ministro Paulo Guedes durante a gestão presidencial de Bolsonaro.

Ele defende cinco pilares para a reforma econômica do Estado brasileiro, entre eles a privatização de todas as estatais. Segundo apuração da Gazeta do Povo, Costa é um dos nomes cotados por Zema para o Ministério da Fazenda, mas ainda não recebeu convite.

Já a economista Daniella Marques (Republicanos) é a responsável pelas propostas econômicas do plano de governo do presidenciável Flávio Bolsonaro. Ex-presidente da Caixa Econômica Federal entre 2022 e 2023, ela chegou a ser cotada como candidata a vice-presidente, mas o Republicanos optou pela neutralidade na corrida eleitoral.

Fora da chapa presidencial, Marques passou a ser cotada como ministra da Fazenda em um eventual governo. Antes de comandar a Caixa, ela foi secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia na gestão Guedes.

Assim como Caiado, Flávio também tem a intenção de criar o Ministério da Segurança Pública. Um dos nomes cotados é o do deputado federal Guilherme Derrite (PP). Aliado do candidato do PL, o parlamentar foi secretário de Segurança Pública do estado de São Paulo e disputa o Senado paulista com apoio de Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro.

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