O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) acreditar na inocência de seu filho, Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, mas disse que não pretende interferir nas investigações que apuram suspeitas envolvendo o empresário. Ele é alvo de três apurações principalmente por tráfico de influência.
Segundo Lula, os advogados do filho foram orientados a não pedir o encerramento dos inquéritos e a permitir que as apurações prossigam normalmente.
“Ele jura por tudo que é sagrado que não tem nada, e eu acredito nele. Mas eu já disse aos advogados: ninguém vai pedir fechamento de processo do meu filho. Quer fazer inquérito? Faça. Eu quero que ele seja investigado, não tem problema nenhum”, afirmou em entrevista ao podcast Não Inviabilize.
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Lulinha é investigado em três apurações por suspeita de tráfico de influência por ser filho do presidente, sendo uma relatada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro André Mendonça e as outras duas por Flávio Dino:
- Ministério da Saúde: a Polícia Federal apura se Lulinha teria usado sua proximidade com Lula para interceder em favor da liberação e comercialização de produtos de cannabis medicinal, em benefício do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”;
- Contratos públicos: outro inquérito investiga a atuação de um grupo de pessoas, incluindo Lulinha, em negócios envolvendo órgãos federais e estatais, entre eles a Dataprev, com suspeitas de tentativa de obtenção de contratos bilionários e uso do nome de Lula;
- Vazamento de informações: uma terceira investigação, também sob relatoria de Flávio Dino, segue na linha da investigação de tráfico de influência a favor de uma empresa de tecnologia com contratos de R$ 81,1 milhões com o governo federal.
“Só ele sabe a verdade. Só ele. Eu não sei a verdade. Ele sabe se ele fez ou não fez. Ele jura que não fez. Se não fez, então brigue. Se meu filho tiver culpa, ele pagará. Agora, ele já foi acusado de muitas coisas. Toda eleição aparece o meu filho”, seguiu Lula.
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A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade”. Os advogados também declararam ter “confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino”, mas criticaram o que classificaram como “vazamentos reiterados, seletivos e criminosos”.
“Não podemos permitir que interesses não republicamos e externos contaminem procedimentos investigativos ou o próprio processo eleitoral. Em uma democracia de dimensões continentais, investigações devem ser imparciais e eleições devem ser decididas com votos”, afirmaram os advogados Guilherme Suguimori Santos e Marco Aurélio de Carvalho.
Eles afirmam, ainda, que a Polícia Federal não encontrou nenhuma prova material que o ligue ao “Careca do INSS” e classificam os como uma “pesca probatória”, uma investigação genérica sem fatos delimitados para tentar incriminá-lo.


