O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou nesta sexta-feira, que determinou o andamento de duas propostas tidas como prioritárias pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para serem usadas como bandeiras da campanha à reeleição do petista neste ano. O encaminhamento ocorre na sequência de três encontro entre eles após um longo período de rompimento.
Ao todo, foram três propostas encaminhadas às comissões competentes, como as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública, tidas como prioritárias para a eleição, e a criação da Polícia Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O governo Lula tem pressa no andamento dessas propostas, já que a campanha eleitoral começa neste fim de semana e o primeiro turno da eleição presidencial será realizado daqui a pouco mais de um mês e meio.
“São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários”, disse Alcolumbre em uma nota sinalizando que chegou a um acordo com Lula, mas sem determinar um andamento mais especial às propostas.
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Davi Alcolumbre ressaltou que, na última quarta-feira (12), teve uma “importante conversa institucional” com o presidente Lula em um “diálogo maduro, franco e republicano”. Ambos estavam rompidos desde que o petista indicou o advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano passado, desagradando o presidente do Senado que desejava o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a Corte.
Isso levou a uma forte retaliação de Alcolumbre no Senado com a votação de pautas-bomba e a derrota histórica de Messias no plenário. Após esses episódios, o parlamentar mandou acenos a Lula através dos líderes do governo.
“O diálogo entre os Poderes é fundamental para o Brasil. Cabe ao Executivo apresentar suas prioridades e ao Congresso Nacional analisá-las com independência e a responsabilidade de construir os melhores caminhos para o país”, pontuou o senador.
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Ainda na nota explicativa sobre o andamento das três propostas, Alcolumbre afirmou que tem “responsabilidade” de assegurar que as propostas do governo sejam submetidas ao plenário “com absoluto respeito às prerrogativas do Poder Legislativo e ao papel de cada senadora e senador”.
Desde o rompimento com o governo, aliados de Lula vinham criticando Alcolumbre pela demora em dar andamento às propostas prioritárias de Lula, e afirmou diversas vezes que não se deixaria ser atropelado pela pressa em determinadas pautas – principalmente a do fim da escala 6×1.
Lula e Alcolumbre já se reuniram três vezes desde a semana passada, sendo a primeira por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, do STF. Na sequência, tiveram dois encontros nesta semana fora da agenda oficial no Palácio da Alvorada, a residência oficial da presidência da República.


