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Requião Filho quer acabar com terceirização no ensino público

O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, afirmou que, se eleito, pretende acabar com o programa Parceiro da Escola, que terceiriza serviços de infraestrutura, manutenção, limpeza e segurança nas escolas públicas. O deputado também criticou as escolas cívico-militares, dizendo que “não faz sentido” ter policiais dentro da área pedagógica. 

As declarações foram feitas nesta terça-feira (11), durante sabatina com Requião Filho promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL. Ao detalhar as críticas ao programa Parceiro da Escola, o parlamentar defendeu o fim imediato dos contratos, alegando que encareceram o ensino público.

Requião ainda afirmou que pretende rever o modelo das escolas cívico-militares. Atualmente, 345 colégios estaduais seguem esse formato. “O que nós temos hoje é uma escola igual a todas as outras dentro do seu currículo e do seu modelo pedagógico, com policiais, indicados politicamente, colocando crianças a marchar. O policial na escola dentro da área pedagógica não faz o menor sentido”, avaliou. 

Requião se diz versão 2.0 do pai

Durante a entrevista, ele também se definiu como um “Requião 2.0”, em referência ao pai, o ex-governador Roberto Requião. “Mesmo sabor, baixos teores”, comentou. 

“Roberto Requião, na minha opinião e na opinião de muitos paranaenses, foi o melhor governador que o estado do Paraná já teve. É um orgulho, mas eu sou o Roberto Requião? Não. Eu sou o Requião 2.0. Reconheço que o Paraná que ele corrigiu nos seus três governos não existe mais”, declarou o candidato.

Ainda sobre as relações familiares, ele comentou a atuação do tio, Maurício Requião de Mello e Silva, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), e discordou da tese de que ele deva renunciar ao cargo caso o sobrinho vença a eleição. 

“Ele é um exemplo de conselheiro. Eu defendo inclusive que ele me investigue, porque ninguém iria me cobrar mais. Não tenho nenhum problema com Maurício Requião no Tribunal de Contas, como não tenho problema nenhum em enfrentar nenhum dos outros conselheiros que lá estão”, disse. 

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Recompra da Copel está na mira do pré-candidato

Ao responder sobre como pretende concretizar a proposta de retomar o controle da Copel, privatizada em 2023, ele citou a alteração da legislação para permitir a recompra de ações pelo Estado. 

“Nós temos no Paraná uma isenção fiscal que hoje pega 25% do orçamento do estado. A gente pode fazer muito, deixando apenas as isenções necessárias, que dão lucro social para o estado, e com esse dinheiro a gente tem caixa para recomprar a Copel”, disse.

Por outro lado, o candidato negou que pretenda retirar incentivos fiscais do agronegócio, mas voltou a defender o corte de benefícios que não gerem retorno socioeconômico. 

“Queremos retomar linhas de crédito para o pequeno, micro e médio agricultor no Paraná, retomar um programa como o Trator Solidário e ampliar esse programa para outros maquinários, implementos e insumos para o agro. Temos no nosso plano de governo a criação de um seguro-safra para o pequeno e microprodutor, para a agricultura familiar”, pontuou. 

Ele também falou sobre a troca partidária do PT para o PDT e disse que mantém as críticas feitas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na época da privatização da Copel. “Eu esperava, sim, um posicionamento mais firme do governo federal, que nós ajudamos a eleger, para defender os interesses do Paraná e da nossa população.”

Pesquisa eleitoral traz empate entre Requião e Sandro Alex

Em pesquisa de intenção de voto para o governo estadual divulgada nesta quarta-feira (12) pelo instituto Neokemp — a primeira publicada após o período das convenções partidárias —, o senador Sergio Moro (PL) lidera o cenário estimulado de primeiro turno com 45,7% das intenções de voto. Requião Filho (23,2%) e Sandro Alex (PSD) com 18,2% aparecem empatados tecnicamente dentro da margem de erro.

Sergio Moro também participou da sabatina conduzida pelo UOL e pela Folha na semana passada. Na ocasião, defendeu um “choque de gestão” na Sanepar antes de considerar uma eventual privatização. O senador afirmou que sua relação com Lula, caso o presidente seja reeleito, seria “republicana e institucional”.

Metodologia: 1.008 entrevistados pelo instituto Neokemp de 10 a 11 de agosto de 2026. A pesquisa foi contratada pelo Jornal O Correio do Povo. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3,1 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº PR-03242/2026.

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