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“Censura começou pra valer no Brasil, mas há tempo de evitar ditadura”, diz Flávio

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) advertiu, nesta quarta-feira (12), para a piora das liberdades democráticas no Brasil. Ele citou a operação contra a fonte de um jornalista no Maranhão, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, e a decisão regulatória que proíbe a realização de lives no aplicativo Discord a pedido da primeira-dama Janja da Silva.

“Para quem ainda não percebeu, a censura começou pra valer no Brasil. Mas ainda há tempo de evitar a ditadura. Não foi uma coincidência, com poucas horas de diferença, Lula censurar o Discord e Alexandre de Moraes sepultar o sagrado sigilo de fonte dos jornalistas. (…) Mais do que nunca, o Brasil precisa vencer o PT!”, declarou.

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Nesta quarta-feira, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil. A plataforma terá três dias úteis para cumprir a ordem. A decisão ocorreu após Janja mencionar o caso de uma adolescente de 13 anos, de Naviraí (MS), induzida à automutilação e ao suicídio. Janja foi prontamente atendida pelo advogado-geral da União, presente ao evento, que prometeu providências.

Na terça-feira, a fonte do jornalista maranhense Luís Pablo foi alvo de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF), autorizada por decisão de Alexandre de Moraes. O ex-secretário de Segurança Pública Raimundo Cutrim havia colaborado com uma reportagem que expôs o uso de carros oficiais pela família do ministro Flávio Dino.

A candidatura de Flávio busca se consolidar como uma alternativa à aliança do STF com o governo federal, que tem avançado sobre garantias fundamentais desde a instauração do inquérito das fake news, em 2019. Decisões judiciais do STF, investigações e operações autorizadas pela corte podem produzir fatos capazes de afetar a disputa entre Lula e Flávio. Caso Lula seja reeleito em outubro, sua gestão na Presidência da República contará ainda com o apoio da presidência de Moraes no STF e do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) na Câmara dos Deputados.

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