O ditador da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (12) que as forças do país poderão responder em qualquer lugar do mundo às apreensões dos navios de sua frota fantasma.
“Seremos obrigados a responder simetricamente. E não apenas nos mesmos mares em que planejam seus ataques, mas onde considerarmos necessário e oportuno, em qualquer lugar, incluindo a zona de responsabilidade da Frota do Pacífico”, disse Putin durante uma visita a um cruzador lança-mísseis da Frota do Pacífico na ilha de Sacalina, no extremo leste da Rússia.
“Alguns governos, em violação do direito marítimo internacional, buscam limitar a movimentação dos navios dos nossos operadores econômicos, quero enfatizar, civis. Recentemente, tiveram a ideia de requisitar nossos navios e vender os bens roubados, o que não é nada além de pirataria e saque”, afirmou o ditador, segundo informações da agência EFE, fazendo referência a ações da União Europeia (UE).
Em julho, o bloco adotou um mecanismo que permite aos Estados-membros confiscar e vender petróleo e grãos russos transportados por navios da frota fantasma russa.
O comandante da Frota do Pacífico, almirante Viktor Liina, disse nesta quarta-feira que a agrupação naval sob seu comando “conta com forças para deter navios dos países não amigáveis e sua frota fantasma”. “Estamos prontos para começar o cumprimento de tais missões”, ameaçou.
A frota fantasma é um termo usado para designar navios clandestinos que a Rússia utiliza para exportar produtos (especialmente petróleo) alvos de sanções desde o início da guerra na Ucrânia. O termo também abrange navios de outros países governados por ditaduras, como Irã e Venezuela.
Em junho, quando apreendeu um navio russo no Canal da Mancha, o governo do Reino Unido informou que a frota fantasma russa tem mais de 700 embarcações, que transportam 75% do petróleo russo sujeito a sanções. O Ministério da Defesa britânico afirmou que Londres impôs sanções a mais de 500 embarcações russas.
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