A declaração faz referência ao jantar promovido pelo ministro em sua residência, em Brasília, com a participação de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)Ouça este conteúdo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (11) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se tornou um “grande articulador político” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A declaração faz referência ao jantar promovido pelo ministro em sua residência, em Brasília, com a participação de Lula e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
“Você vê o Alexandre de Moraes hoje, ele virou o grande articulador político do Lula, promovendo encontro dentro da casa dele com outros políticos. O Alexandre de Moraes veio para a seara política, então todos os políticos estão autorizados a respondê-lo dentro da política também”, disse Flávio em entrevista coletiva em frente ao QG de sua campanha.
O jantar ocorreu na terça-feira (4) e também contou com a presença do ministro Cristiano Zanin, do STF.
O encontro teria como objetivo aproximar Lula e Alcolumbre depois do desgaste provocado pela atuação do presidente do Senado contra a indicação de Jorge Messias, então advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo.
A aproximação também interessa ao governo porque Alcolumbre comanda a pauta de votações do Senado. Entre os projetos de interesse do Palácio do Planalto está a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Flávio volta a defender impeachment de ministros do STF
Durante a entrevista, Flávio também voltou a defender o impeachment de ministros do Supremo. Ele afirmou que candidatos ao Senado que apoiarem a medida terão de se posicionar publicamente durante a campanha.
“O presidente da República indica o ministro do Supremo, o próximo indicará quatro, e quem tira é o Senado. Como a gente tá aqui com os candidatos ao Senado, vocês são a favor de impeachment do Alexandre de Moraes? [Aliados respondem favoravelmente]”, questionou Flávio.
“Eles vão ser cobrados nas eleições por isso. Não adianta querer dar canetada, ameaçar, inventar operações contra nossos pré-candidatos, como fizeram para tentar diminuir a quantidade de senadores”, concluiu o presidenciável.
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