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Como foi a operação secreta dos EUA para impedir um ataque do Irã contra Trump na Turquia

A operação montada para proteger o presidente Donald Trump de uma ameaça de ataque do Irã, revelada nesta segunda-feira (10) pelo jornal Washington Post, envolveu dois aviões, um caminhão de serviço do aeroporto e uma série de movimentos planejados para esconder a verdadeira localização do presidente.

1. Trump estava na Turquia para uma cúpula da Otan

Trump estava em Ancara, na Turquia, participando da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) com outros líderes mundiais. A operação para retirar o presidente do país ocorreu na noite de 8 de julho, um dia depois de forças americanas retomarem ataques contra o Irã após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã para encerrar o conflito. Autoridades de inteligência haviam identificado uma ameaça considerada crível de um possível ataque iraniano contra Trump na aeronave presidencial.

2. Trump embarcou no Air Force One diante das câmeras

Na hora de deixar a Turquia, Trump chegou ao aeroporto de Ancara e subiu publicamente no antigo Boeing 747 presidencial (o que ainda é pintado de azul e branco). Imagens mostraram o republicano acenando antes de entrar na aeronave, levando jornalistas e outros observadores a acreditar que ele seguiria viagem naquele avião.

3. Saída secreta por caminhão de suprimentos

Poucos minutos depois, Trump e alguns assessores deixaram discretamente o Air Force One por uma porta do lado oposto à do embarque. Eles entraram em um caminhão usado para levar refeições e suprimentos aos aviões.

4. Transferência de Trump para um avião militar menor

O caminhão seguiu até um C-32A, versão militar do Boeing 757 utilizada pelo governo americano. O compartimento onde Trump estava no caminhão foi elevado até a altura da porta da aeronave, permitindo que o presidente americano entrasse no avião sem ser visto por ninguém.

5. Secretário de Guerra embarcou com Trump

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, entrou no C-32A pelas escadas externas. Segundo o Washington Post, a ação fazia parte da tentativa de manter a aparência de uma missão governamental comum. Hegseth seguiu com Trump na aeronave para o Reino Unido, de onde de fato retornaram aos EUA.

6. Imprensa e outros funcionários de governo permaneceram no avião presidencial

Enquanto Trump estava sendo levado na outra aeronave, jornalistas e funcionários da Casa Branca embarcaram no antigo Air Force One acreditando que o presidente ainda estava a bordo. A equipe da Casa Branca chegou a orientar os jornalistas a manter as persianas das janelas fechadas.

7. Voo onde estava Trump recebeu identificação discreta

O C-32A que transportava Trump seguiu para o Reino Unido usando o indicativo “Reach 18” (RCH18), normalmente associado a missões de transporte, em vez de uma identificação que denunciasse a presença do presidente. Sistemas que permitiriam acompanhar facilmente o avião durante o voo também estavam desligados.

8. Air Force One foi usado como isca

Mesmo sem Trump a bordo, o avião presidencial assumiu durante o voo o indicativo “AF1”, usado pelo Air Force One quando o presidente está a bordo. A aeronave pousou na base de Mildenhall, no Reino Unido, poucos minutos depois do C-32A, onde de fato estava Trump.

9. Trump reapareceu saindo do Air Force One no Reino Unido

Depois do pouso, não ficou claro, segundo o Post, como Trump passou novamente do C-32A para o Air Force One. No Reino Unido, o presidente apareceu diante das câmeras descendo as escadas do avião presidencial, dando a impressão, para aqueles que acompanhavam a viagem, de que havia feito o trajeto desde a Turquia naquela aeronave.

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