O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) disse que, durante a campanha, “não é preciso ficar repetindo a mesma história” sobre a ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O candidato deu a declaração em entrevista ao canal MyNews, no YouTube, na manhã desta terça-feira (11). Zema também afirmou que não considera Flávio seu principal adversário na corrida presidencial e reiterou a promessa de conceder indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
“Eu continuo com a mesma posição de sempre. É impossível aplaudir quem fez negócios com um banqueiro bandido, o Vorcaro. Agora, não precisamos ficar repetindo eternamente a mesma história. Espero que as investigações avancem e que quem teve qualquer envolvimento explique muito”, afirmou ao responder sobre as críticas feitas por ele contra Flávio.
Zema rejeita Flávio como principal adversário e promete indulto a Bolsonaro
Durante a entrevista, Zema voltou a dizer que não considera os episódios do 8 de janeiro de 2023 como “golpistas”, classificando-os como uma “baderna”, e afirmou que concederia o indulto a Bolsonaro por considerar que ele foi alvo de um “julgamento de caráter político”.
Questionado se considera Flávio como seu principal adversário no primeiro turno neste ano, o ex-governador buscou se distanciar da afirmação e citou o fenômeno “Luzema”, quando eleitores votaram nele para o Executivo de Minas em 2022, mas apoiaram o Lula na disputa presidencial.
“Não concordo totalmente com a afirmação de que Flávio será o principal adversário. Em Minas Gerais, eu sempre cito que, na minha reeleição, o voto mais comum que houve foi Lula e Zema. Muitos eleitores que votam às vezes no centro, até um pouco à esquerda, votam em mim. Eu sou um político que tenho posições de direita, mas sou extremamente tolerante”, afirmou.
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