A direção nacional do PT decidiu usar o Fundo Eleitoral de 2026 apenas nas campanhas de candidatos do próprio partido. Com a regra, candidatos de outras legendas que têm o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não receberão recursos do fundo petista.
De acordo com a CNN Brasil, o PT abriu uma exceção para chapas que tenham um candidato do partido como vice. Nesses casos, a legenda poderá repassar recursos para a campanha.
A decisão atinge, por exemplo, Gelson Merísio (PSB), candidato ao governo de Santa Catarina, e Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado por São Paulo. Lula apoia os dois, mas o PT não financiará suas campanhas.
PT terá R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral
O PT receberá R$ 615 milhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) para as eleições de 2026.
O valor coloca o partido como o segundo maior beneficiário, atrás apenas do PL, que terá R$ 881 milhões. Ao todo, 30 partidos dividirão cerca de R$ 4,9 bilhões.
A decisão de restringir o dinheiro do fundo às candidaturas petistas contrasta com a estratégia do partido nos estados.
O PT terá candidatos próprios ao governo em 12 estados e apoiará candidatos de outras legendas em 14. Com essas alianças, Lula terá palanques definidos em 26 unidades da Federação.
No Paraná, por exemplo, o PT desistiu de lançar candidato próprio e fechou apoio a Requião Filho (PDT).
No Rio Grande do Sul, o partido também abriu mão de uma candidatura própria para apoiar Juliana Brizola (PDT).
O PT também fechou alianças com partidos como PSB, PSD, MDB, PP e União Brasil em diferentes estados.
A estratégia amplia o número de palanques para Lula, mas a direção nacional do partido decidiu não acompanhar essas alianças com repasses do Fundo Eleitoral para os candidatos de outras siglas.
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