A cidade colombiana de Cali, uma das mais devastadas pelo terremoto que atingiu o país nesta semana, enfrenta a ameaça de criminosos em meio à destruição.
Em resposta à criminalidade e à emergência nacional, as autoridades implantaram 40 pontos estratégicos em toda a cidade, onde 1.000 membros do Exército Nacional patrulham as ruas para evitar saques e garantir a segurança da população.
A medida foi adotada depois de uma série de denúncias nas horas seguintes à tragédia, ao mesmo tempo em que facilita o trabalho das equipes de emergência.
O destacamento militar foi reforçado com a chegada de 400 soldados, posteriormente, após uma reunião entre o presidente Abelardo De La Espriella e o prefeito Alejandro Eder. As equipes de resgate continuam buscando sobreviventes nos escombros.
O prefeito disse nesta terça-feira (11): “Temos ameaças de saque, por isso ordenei o toque de recolher e a militarização de Cali”. Ainda, o governante pediu aos moradores que comuniquem às autoridades qualquer tentativa de saque ou outro crime.
Pelo menos 240 pessoas tiveram a morte confirmada em quatro regiões da Colômbia devido ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na última segunda-feira.
O sismo, que ocorreu às 7h34, horário local, teve seu epicentro na cidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, na divisa com Valle del Cauca e Risaralda, as regiões com o maior número de vítimas e danos.
O departamento mais atingido foi Valle del Cauca, com 130 mortes, sendo 95 em Cali, sua capital, e outras 35 em outros municípios da região.
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