O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afastou a possibilidade de substituir o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente após as acusações de estupro feitas pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). Durante uma reunião com candidatos ao Senado em Brasília, nesta terça-feira (11), Flávio disse confiar em Gaspar e aproveitou para fazer um aceno ao eleitorado da Região Nordeste.
“Essa farsa que foi montada contra o Alfredo, que essa farsa foi montada contra o Alfredo, foi exatamente no momento em que ele estava ali, defendendo os aposentados, roubados pelo governo do PT, inclusive pedindo a prisão do Lulinha, por isso que foi feito contra ele, a pessoa do bem, a pessoa preparada, da segurança pública, que tem a nossa confiança, de coragem nordestina”, afirmou.
O termo “farsa” aparece ao mesmo tempo em que repercute o depoimento de um comerciante à Polícia Legislativa da Câmara. O homem, identificado como “Luiz”, diz que viu uma adolescente receber R$ 16,5 mil para incriminar o deputado. Lindbergh chamou o depoimento de “picaretagem” e defendeu a prisão do depoente.
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“Isso é uma picaretagem. Desconheço os citados e a suposta investigação da Polícia Legislativa. Não conheço os envolvidos e não participei de reuniões para tratar desse assunto. A primeira coisa que a Polícia Federal tem que fazer é investigar esse tal ‘tio Luiz’ e prender esse cara. Esse depoimento é inventado e lança mais uma suspeita sobre o Alfredo Gaspar”, disse.
A menção a estupro surgiu pela primeira vez durante uma reunião da CPMI do INSS, da qual Gaspar foi relator. Após ser chamado de “lindinho” – codinome encontrado na lista da empreiteira Odebrecht – o petista fez a acusação, confirmando-a em uma coletiva de imprensa logo em seguida.
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) também participou dos pedidos de investigação junto à Polícia Federal (PF). Na última quinta-feira (6), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes intimou os dois para que prestem esclarecimentos.


