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Banco Central planeja bloqueio de ofensas em transferências do Pix

Em relatório, BC cita série de melhorias em desenvolvimento para o ecossistema Pix, como pagamento offline, cobrança híbrida, internacionalização e medidas para coibir ofensas no campo de mensagens das transações (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

O Banco Central trabalha em novas regras para o Pix com o objetivo de impedir o uso do campo de mensagens para insultos e ameaças. O órgão discutiu nesta segunda-feira (10) medidas regulatórias que preservam a utilidade do sistema enquanto coíbem abusos. Além disso, o plano de modernização inclui pagamentos sem internet, integração com boletos e o uso de recebíveis como garantia de crédito.

Como o Banco Central pretende acabar com as ofensas via Pix?

O Banco Central identificou que o campo de mensagens, criado para registrar informações sobre o pagamento, está sendo usado para enviar xingamentos e ameaças, muitas vezes em transferências de apenas um centavo para contornar bloqueios em redes sociais. Um grupo de trabalho especial analisa formas de restringir esse comportamento sem prejudicar as funções básicas da ferramenta. O objetivo é manter a integridade do Pix e garantir que a experiência do usuário seja segura e objetiva, instituindo novas normas regulatórias assim que as soluções técnicas forem validadas pelo órgão.

Será possível fazer pagamentos com o Pix mesmo sem estar conectado à internet?

Sim, uma das inovações mais aguardadas é o Pix por aproximação em ambiente offline. O projeto prevê o uso da tecnologia NFC, a mesma que já permite pagar contas aproximando o celular ou o cartão da maquininha. O diferencial é que o pagador não precisará de conexão com a internet no momento da transação. O modelo deve abranger não apenas smartphones, mas também pulseiras, relógios inteligentes e futuramente até cartões com chip. Essa mudança promete agilizar pagamentos em locais com sinal instável e tornar o sistema ainda mais competitivo frente aos cartões de débito tradicionais.

O que muda na relação entre os boletos bancários e o sistema Pix?

O Banco Central está avançando na chamada cobrança híbrida, que unifica o boleto e o Pix em um único documento. Na prática, o consumidor terá a liberdade de escolher como deseja pagar: lendo o tradicional código de barras do boleto ou apontando a câmera para um QR Code do Pix. Para as empresas, essa integração simplifica a gestão financeira, pois o recebimento cai na conta de forma padronizada. O sistema traz rapidez para quem recebe, que não precisa mais esperar dias pela compensação do boleto, e flexibilidade para o cliente, que escolhe o método que for mais conveniente no momento.

Como o Pix ajudará empresas a conseguirem crédito e empréstimos?

O Banco Central planeja permitir que os valores que uma empresa tem a receber via Pix no futuro sirvam como garantia em operações de crédito. É o uso de ‘recebíveis futuros’ para facilitar empréstimos. Isso significa que o banco poderá oferecer juros menores e melhores condições de financiamento para negócios que comprovem um fluxo constante de vendas pelo Pix. Além disso, haverá integração com o sistema de duplicatas escriturais, títulos que representam vendas a prazo, acelerando a liquidação dessas operações entre empresas com total rastreabilidade digital e segurança jurídica.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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