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Infantino bancou curso, promoveu e demitiu suposta amante

Reportagem do The Telegraph afirma que uma funcionária da UEFA teve um curso financiado pela entidade, foi promovida e recebeu aumento salarial antes de ser demitida após Michel Platini descobrir o suposto relacionamento com Gianni Infantino

© Getty Images


10/08/2026 05:15 ‧
há 44 minutos
por Notícias ao Minuto

Esporte


FIFA

Novas informações sobre a passagem de Gianni Infantino pela UEFA aumentaram a pressão sobre o atual presidente da FIFA. Uma investigação publicada pelo jornal britânico The Telegraph afirma que uma funcionária que teria mantido um relacionamento com Infantino recebeu benefícios profissionais e financeiros enquanto ele ocupava o cargo de secretário-geral da entidade que comanda o futebol europeu.

 

Segundo a reportagem, a mulher, cuja identidade não foi divulgada, recebeu ao todo mais de 150 mil libras, o equivalente a aproximadamente 175 mil euros, incluindo valores relacionados à sua saída da UEFA. Infantino é casado desde 2001 com Leena Al Ashqar, com quem tem quatro filhos.

UEFA teria bancado curso e funcionária recebeu promoção

Parte dos gastos mencionados pelo jornal envolve o pagamento, pela UEFA, de um curso de gestão frequentado pela funcionária.

Ela também teria deixado uma função administrativa para assumir um posto de chefia. A promoção resultou em um aumento salarial de cerca de 25 mil libras, aproximadamente 29 mil euros. O Telegraph relata que o salário teria chegado a cerca de 160 mil francos suíços por ano.

As circunstâncias envolvendo a promoção e os demais benefícios passaram a ser questionadas depois que a suposta relação pessoal entre a funcionária e Infantino chegou ao conhecimento da direção da UEFA.

Michel Platini teria confrontado Infantino

Michel Platini, que presidia a UEFA na época, teria confrontado pessoalmente Gianni Infantino ao saber do suposto relacionamento e das vantagens concedidas à funcionária.

A conversa teria ocorrido em 2011 e terminado com a decisão de dispensar a mulher. A saída resultou no pagamento de uma indenização de valor elevado, cuja existência foi posteriormente confirmada pela própria UEFA.

A entidade, atualmente presidida por Aleksander Ceferin, informou que seus regulamentos foram posteriormente reforçados para refletir “aqueles que se encontram numa organização moderna de alto perfil”.

Segundo as informações publicadas, a UEFA também avalia a possibilidade de abrir uma investigação formal para analisar a conduta de Infantino durante sua passagem pela entidade, incluindo os anos anteriores ao período em que exerceu a função de secretário-geral.

FIFA nega irregularidades envolvendo Gianni Infantino

A FIFA rejeitou as acusações relacionadas ao dirigente. Questionado sobre as novas informações, um porta-voz da entidade afirmou que, durante a atuação de Infantino na UEFA, “tudo foi sempre feito corretamente”.

A manifestação ocorre em um momento de crescente pressão sobre o presidente da FIFA. Em comunicado divulgado no sábado, a entidade acusou críticos de conduzirem uma campanha para enfraquecer Infantino e sua administração.

“É cada vez mais evidente que existe um esforço concertado e contínuo por parte de alguns para minar a FIFA e o seu presidente. Aqueles que não contam com o apoio das Associações-Membro da FIFA não devem procurar alcançar, através de alegações, insinuações ou desinformação, o que não conseguem alcançar através dos processos democráticos estabelecidos pela FIFA”, afirmou a entidade.

A FIFA também contestou a forma como recentes denúncias sobre seu presidente têm sido apresentadas.

“As notícias recentes têm incluído afirmações infundadas e alegações comprovadamente falsas relativas à FIFA e ao seu presidente. As especulações e insinuações não devem ser apresentadas como factos, e a repetição não torna uma alegação verdadeira”, declarou.

FIFA cita trajetória de mais de 30 anos de Infantino

Na mesma nota, a entidade ressaltou a carreira do dirigente no futebol internacional e argumentou que mudanças promovidas por sua gestão contrariaram interesses já estabelecidos.

“O presidente da FIFA dedicou mais de 30 anos da sua vida profissional ao futebol europeu e mundial, contribuindo para mudanças significativas neste desporto e, em particular, para alargar o acesso, os recursos e as oportunidades em todo o futebol mundial. A mudança desafia inevitavelmente os interesses estabelecidos, mas o desacordo com essa mudança não pode justificar esforços para minar o mandato democrático do presidente da FIFA ou da instituição que ele foi eleito para liderar”, concluiu a organização.

Gianni Infantino trabalhou na UEFA por vários anos antes de assumir a secretaria-geral em 2009. Em 2016, deixou a entidade europeia para assumir a presidência da FIFA. As novas alegações sobre sua passagem pela UEFA surgem enquanto o dirigente enfrenta questionamentos de diferentes setores do futebol europeu sobre sua liderança à frente da organização mundial.

FIFA sob ataque coordenado: “A era de Infantino acabou”

Javier Tebas, presidente de La Liga, acusa Gianni Infantino de “ajudar a destruir a essência” do futebol, e avisa que a polêmica causada pela intenção de vencer a Copa a iniciativa privada “é apenas a ponta do iceberg daquilo que acontece” na FIFA.

Notícias ao Minuto Brasil | 06:00 – 09/08/2026

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